A partir de junho de 2026, trabalhadores poderão consultar de forma online possíveis depósitos atrasados do FGTS por meio de um novo sistema digital integrado ao Portal Regularize, administrado pela PGFN. A ferramenta centraliza informações que antes estavam distribuídas em diferentes plataformas, permitindo acompanhar valores em cobrança e facilitar a verificação de pendências feitas pelos empregadores.
A partir de 1º de junho de 2026, trabalhadores que desconfiarem de atrasos no depósito do FGTS passarão a contar com uma nova ferramenta digital para consulta e acompanhamento. A medida foi divulgada pelo Ministério da Fazenda no dia 8 de maio de 2026 e prevê a concentração desses serviços no Portal Regularize, gerido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Valores serão depositados automaticamente para quem tem conta cadastrada no aplicativo do FGTS; demais poderão sacar na Caixa e lotéricas. Foto: Reprodução/redes sociais.
Com a mudança, o sistema reunirá em uma única plataforma informações sobre valores do FGTS que já tenham sido encaminhados para cobrança e recuperação. Antes dispersos em diferentes canais e órgãos, esses dados passarão a ser acessados de forma unificada, o que deve simplificar o monitoramento por parte do trabalhador.
Segundo o governo, a iniciativa tem como foco ampliar a transparência e facilitar o acompanhamento de possíveis irregularidades nos depósitos realizados pelos empregadores, tornando o processo mais acessível e organizado.
Trabalhadores terão mais transparência
Com a nova estrutura, o Portal Regularize passará a reunir diferentes serviços ligados ao FGTS, como consulta de saldos, emissão de guias, acordos de regularização e solicitações de revisão, nos casos em que não houver negociação em andamento junto à Caixa Econômica Federal.
Para o trabalhador, a centralização deve trazer mais transparência sobre eventuais falhas no cumprimento dos depósitos obrigatórios.
A iniciativa também prevê a digitalização completa dos procedimentos, eliminando a necessidade de atendimento presencial. Dessa forma, todo o acompanhamento de pendências poderá ser realizado online, tornando o processo mais ágil e acessível.
Outro destaque da medida é a exigência de individualização dos valores devidos. As empresas terão até 30 dias para informar, de forma detalhada, quanto cada trabalhador tem a receber. Essas informações serão registradas diretamente no Portal Regularize, garantindo que os valores recuperados sejam corretamente vinculados a cada beneficiário.
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Recursos devem ser destinados a cada trabalhador
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ressalta que a individualização dos valores é uma etapa fundamental do processo, uma vez que não basta apenas recuperar o montante total devido pelas empresas. É necessário identificar com precisão quanto cada trabalhador tem a receber, garantindo que os recursos sejam destinados corretamente às contas vinculadas.
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) funciona como uma reserva financeira do trabalhador, formada por depósitos mensais obrigatórios feitos pelo empregador, sem qualquer desconto no salário.
O valor corresponde a 8% da remuneração e pode ser sacado em situações específicas previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, doenças graves ou aquisição da casa própria.
Segundo o Ministério da Fazenda, os valores de FGTS em atraso, quando recuperados, são repassados diretamente para as contas individuais dos trabalhadores no fundo, assegurando que o crédito seja devidamente regularizado.
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