Sofia Araújo, filha de Heber Carvalho da Fonseca, fez uma publicação homenageando o militar do BOPE morto durante a megaoperação que aconteceu na terça-feira (28), nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Filha de militar do BOPE morto em operação divulga carta aberta (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Filha de militar do BOPE morto em operação divulga carta aberta (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Filha do policial militar do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Heber Carvalho da Fonseca, Sofia Araújo publicou na quarta-feira (29) uma carta aberta homenageando o pai. Ele faleceu durante a megaoperação policial de terça-feira (28), na Zona Norte do Rio.

Heber morreu aos 39 anos, e foi um dos dois militares vítimas da Operação Contenção. Outros dois policiais civis, e um militar, também morreram, além de outras 117 vítimas, apontadas como integrantes da facção Comando Vermelho (CV).

Confira:

Pai, não tenho palavras para descrever o quão maravilhoso era estar ao lado do senhor…

O tempo que tive com você foi perfeito

Você morreu fazendo oq mais amava…

Posso não colocar as melhores palavras, os melhores vídeos, as melhores fotos, músicas e etc, mas saiba que eu te amo infinitamente, você foi o melhor homem que eu já conheci… te amo

Militar do Bope morto em megaoperação

Também na quarta-feira, a esposa do sargento, Jessica Michele, havia divulgado as últimas conversas com o marido. Amiga de Jessica, Tayane Cristine Silva se compadeceu com o luto, e também publicou mensagem para o militar.

Operação Contenção

A Operação Contenção reuniu cerca de 2,5 mil agentes de polícia civil e militar do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Rio de Janeiro para combater integrantes do Comando Vermelho nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte.

O conflito armado aconteceu na terça-feira (28), e terminou com 121 mortes, sendo dois policiais civis, dois do Bope e outras 117 pessoas, todas elas supostamente integrantes da organização criminosa.

A megaoperação se tornou a ação mais letal da história do país. O capítulo ainda ficou marcado por ter gerado mais mortes que o Massacre de Carandiru, que matou 111 detentos, em 2 de outubro de 1992.

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