A filha de Maria Aparecida relatou nesta quinta–feira (9) o tenso encontro com Ana Paula Veloso, suspeita de ter envenenado a mãe da jovem. Ana Paula já está presa e também é investigada por outros homicídios.
A filha de Maria Aparecida relatou nesta quinta–feira (9) o tenso encontro com Ana Paula Veloso, suspeita de ter envenenado a mãe da jovem. Ana Paula já está presa e também é investigada por outros quatro homicídios.
Segundo a jovem, a mãe, de 49 anos, nunca havia mencionado Ana Paula antes, mas havia começado a se envolver com ela, após conhecê-la através de um aplicativo de relacionamentos.
“Do nada essa Ana Paula apareceu na casa da minha mãe. Eu subi na casa de uma vizinha e deixaram ela subir lá em cima pra falar que não tinha nada, que era inocente, blá blá blá. Eu já cheguei acusando ela: ‘O que você fez com a minha mãe? Onde minha mãe tava? O que você deu pra ela beber?’”, contou a filha da vítima em entrevista exclusiva ao jornalista Luiz Bacci.
A mulher alegou que Ana Paula se apresentou à mãe com um nome falso e adotava uma postura manipuladora: “Eu achei dissimuladíssima. Ela é uma sociopata. Se você olha pra ela, já parece que essa pessoa é louca. Ela olha pra você te julgando, como se nada tivesse acontecido… Ela se faz de vítima.”
Feijoada envenenada
Ana Paula Veloso e Michele Paiva da Silva, de 47 anos, estão presas sob suspeita de participação em diversos crimes por envenenamento. Michele é investigada como mandante do assassinato do pai, Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, morto em abril após consumir uma feijoada. A polícia acredita que Michele financiou a viagem de Ana Paula de São Paulo para o Rio de Janeiro para executar o crime.
Veja o momento da prisão de Michelle:
A investigação revelou que mensagens trocadas entre Michele e Ana Paula indicavam a possibilidade de envenenamento, sugerindo motivações pessoais e financeiras. O corpo de Neil foi exumado para novas perícias que possam confirmar a suspeita.
Além do caso no Rio de Janeiro, Ana Paula também é investigada em outros envenenamentos em São Paulo, incluindo tentativas de incriminar terceiros. Segundo a polícia, seu padrão de atuação se encaixa no perfil de uma serial killer.
A filha de Maria Aparecida descreveu a mãe como uma pessoa ingênua e bondosa, que confiava facilmente nas pessoas. Ela também relatou que a mãe conheceu Ana Paula por meio de aplicativos de relacionamento: “Ela começou há um tempo a se relacionar com mulher, gostar de mulher. Então ela entrava nesses aplicativos e procurava. Eu sempre falei pra ela que era perigoso, mas ela não escutava.”
O caso segue em investigação, com Ana Paula e Michele presas, enquanto a polícia busca esclarecer todas as circunstâncias do envenenamento e a participação das suspeitas em outros crimes tanto no Rio quanto em São Paulo.
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