O governo venezuelano reagiu oficialmente ao ataque dos Estados Unidos com um duro comunicado divulgado por Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente Nicolás Maduro. O texto denuncia “agressão militar gravíssima”, convoca mobilização popular e afirma que o país está autorizado a exercer “legítima defesa”. A retórica eleva a tensão regional após a captura do chefe do Executivo venezuelano.

Nicolás Maduro Guerra. Foto: Reprodução/Instagram
Nicolás Maduro Guerra. Foto: Reprodução/Instagram

Em meio à escalada de tensão após o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente Nicolás Maduro, divulgou neste sábado (3) um extenso comunicado oficial repudiando a operação norte-americana. O texto classifica a ação como uma “gravíssima agressão militar” e afirma que o país vive um momento de ameaça direta à soberania nacional.

No documento, o governo venezuelano acusa Washington de violar de forma explícita a Carta das Nações Unidas, citando os artigos 1 e 2, que tratam do respeito à soberania dos Estados e da proibição do uso da força. Segundo o comunicado, os ataques atingiram “localidades civis e militares” em Caracas e em estados estratégicos do país.

O texto adota tom histórico e ideológico ao afirmar que a Venezuela “já enfrentou e derrotou impérios” ao longo de sua trajetória. Em um dos trechos, o comunicado convoca a população a reagir: “O povo venezuelano se levanta novamente para defender sua independência diante da agressão imperial”, diz a mensagem, que traz o chamado direto: “Pueblo a la calle”.

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Ainda segundo o comunicado, o governo decretou estado de Comoção Exterior em todo o território nacional. A medida, de acordo com o texto, tem como objetivo garantir o funcionamento das instituições e autorizar a ativação imediata dos planos de defesa. “Todo o país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista”, afirma o documento.

O texto também informa que o presidente Nicolás Maduro ordenou o deslocamento imediato de forças militares e órgãos de defesa em todos os estados e municípios. Além disso, a diplomacia venezuelana foi orientada a levar denúncias formais ao Conselho de Segurança da ONU, à CELAC e a outros organismos internacionais.

Com a ONU

No trecho final, o comunicado invoca o artigo 51 da Carta da ONU para justificar o direito à legítima defesa e faz um apelo internacional. “Convocamos os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade ativa”, afirma a nota, encerrada com uma citação de Hugo Chávez: “Unidade, luta, batalha e vitória”.

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