O filho de Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, foi indiciado por feminicídio majorado pela Polícia Civil de Minas Gerais após a morte da mãe em Belo Horizonte. O homem, de 27 anos, foi preso em flagrante no dia do crime e confessou o assassinato. Um laudo de sanidade mental apontou que ele apresenta um quadro psicótico, considerado doença mental pela psiquiatria forense, e o documento agora aguarda análise da Justiça.

Jussara Maria Rodrigues da Cruz (Foto: reprodução)
Jussara Maria Rodrigues da Cruz (Foto: reprodução)

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre o assassinato de Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, encontrada morta em sua residência, no bairro Ermelinda, na Região Noroeste de Belo Horizonte, no dia 22 de junho.

Jussara Maria Rodrigues da Cruz (Foto: reprodução)

O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 27 anos, que foi preso em flagrante logo após o crime e confessou a autoria. Ao término das investigações, o homem foi indiciado por feminicídio qualificado por circunstâncias majorantes.

Nesta sexta-feira (10), a Itatiaia divulgou informações do exame de sanidade mental realizado no investigado. De acordo com o laudo pericial, ele apresenta um quadro psicótico compatível com doença mental.

A avaliação aponta que, no momento dos fatos, o homem não possuía plena capacidade de compreender a natureza de seus atos, conclusão que deverá ser considerada nas próximas etapas do processo judicial.

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Perícia descarta dependência de álcool e drogas

Conforme o laudo de sanidade mental, os especialistas concluíram que o investigado não apresenta dependência de álcool ou de outras substâncias psicoativas. Em contrapartida, a perícia identificou um quadro psicótico, classificado pelo Código Internacional de Doenças (CID-10 F29), considerado, sob a ótica da psiquiatria forense, uma doença mental.

Segundo a avaliação, essa condição teria comprometido totalmente a capacidade do homem de compreender a natureza de seus atos e de agir de forma consciente no momento do crime.

Os peritos também recomendaram que o tratamento seja realizado em regime de internação, com acompanhamento contínuo, até que o quadro clínico seja estabilizado. Após esse período, o paciente deverá permanecer sob os cuidados de um médico psiquiatra responsável pela continuidade da assistência.

De acordo com informações do Fórum Lafayette, o laudo pericial já foi anexado ao processo, porém ainda aguarda análise do magistrado responsável pelo caso, que decidirá os próximos passos.

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Relembre o caso

Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, foi encontrada morta dentro da própria residência. A vítima teria sido assassinada pelo filho, de 27 anos, utilizando uma faca de cozinha, conforme as informações apuradas.

O homem foi detido em flagrante no mesmo dia do crime. A Polícia Militar de Minas Gerais foi chamada por moradores da região, que relataram ter ouvido uma discussão entre mãe e filho antes do ocorrido.

(Foto: Reprodução)

Local do crime (Foto: Reprodução)

Desde as primeiras diligências, surgiu a suspeita de que o investigado pudesse apresentar algum transtorno psiquiátrico, com relatos iniciais sobre um possível diagnóstico de esquizofrenia. A situação passou a ser analisada durante a investigação e também pelos exames periciais realizados posteriormente.

Dois dias após o crime, em 24 de junho, a Justiça determinou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, mantendo o suspeito detido enquanto o caso segue em tramitação.

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