Um homem de 23 anos foi preso após confessar ter matado o próprio pai em Araçoiaba (PE). Segundo a polícia, ele afirmou que ouvia vozes antes do crime. A Justiça determinou sua internação provisória em um hospital psiquiátrico e impôs medidas cautelares.

(Foto: Polícia Civil PE)
(Foto: Polícia Civil PE)

Um homem de 23 anos, acusado de matar o próprio pai no município de Araçoiaba, no Grande Recife (PE), foi preso na terça-feira (30). Durante depoimento à Polícia Civil, ele confessou o crime e afirmou que estava ouvindo vozes antes de cometer o homicídio.

(Foto: Reprodução)

Após audiência de custódia, a Justiça determinou sua internação provisória em um hospital psiquiátrico.

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Suspeito possui diagnósticos

A vítima, de 53 anos, foi assassinada dentro da própria residência, no bairro de Três Ladeiras, na noite da última segunda-feira (29).

Após a prisão, familiares apresentaram à polícia laudos médicos indicando que o jovem possui diagnóstico de esquizofrenia e transtorno bipolar.

Investigação prendeu filho que matou o próprio pai

Os detalhes da investigação foram divulgados nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Civil de Pernambuco. Segundo o delegado Marcelo Cadore, da 6ª Delegacia de Homicídios, os investigadores realizaram campanas até localizar e prender o suspeito.

De acordo com o delegado, durante o interrogatório, o jovem afirmou que mantinha uma antiga desavença com o pai e alegou acreditar que era perseguido pela vítima.

“Ele falou que tinha uma rixa antiga já com o pai e, segundo ele, estava ouvindo vozes. Ele falou no interrogatório que o pai se sentia ameaçado, mas os familiares depois negaram e disseram que isso nunca existiu, que era realmente alguma coisa que ele estava imaginando, e que ele tinha receio de que o pai fizesse alguma coisa contra ele, sem ter nenhum dado concreto que isso pudesse acontecer”, explicou o delegado.

Apesar dos documentos médicos entregues pela família, a Polícia Civil informou que apenas a Justiça poderá avaliar oficialmente as condições de saúde mental do investigado durante o andamento do processo.

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Internação e liberdade provisória

Na audiência de custódia, tanto o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) quanto a defesa solicitaram a internação temporária do acusado no Hospital Ulysses Pernambucano, unidade de referência no tratamento de pacientes psiquiátricos no estado.

A juíza Simone Cristina Barros de Azevedo Silva concedeu liberdade provisória ao investigado, condicionada ao cumprimento de medidas cautelares.

Entre as determinações estão a internação provisória no Hospital Ulysses Pernambucano, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de manter contato ou se aproximar dos familiares.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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