Um estágio superior de foguete da SpaceX, empresa de Elon Musk, pode atingir a superfície da Lua, segundo projeções de astrônomos que acompanham o objeto desde uma missão realizada em 2025.

Ilustração de foguete próximo à Lua. (Reprodução / RawPixel)
Ilustração de foguete próximo à Lua. (Reprodução / RawPixel)

Um estágio superior de foguete da SpaceX, empresa de Elon Musk, pode atingir a superfície da Lua, segundo projeções de astrônomos que acompanham o objeto desde uma missão realizada em 2025.

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Lua. (Reprodução / Magnific)

Trajetória imprevisível no espaço profundo

O equipamento, identificado como 2025-010D, ficou à deriva após cumprir sua função e passou a orbitar o sistema Terra-Lua. Diferentemente de detritos em órbita baixa, esse tipo de objeto é mais difícil de monitorar.

A observação depende principalmente de telescópios ópticos, já que os radares perdem eficiência com o aumento da distância.

Impacto já tem data prevista

Cálculos indicam que a colisão deve ocorrer em uma área próxima à borda visível da Lua, embora o ponto exato ainda tenha margem de erro de alguns quilômetros. O objeto deve atingir a superfície da Lua no dia 5 de agosto de 2026, caso as projeções se confirmem. Fatores como a pressão da radiação solar, que altera lentamente a trajetória de objetos leves, dificultam previsões totalmente precisas.

Interesse científico limitado

Apesar de não ser um evento raro, o impacto pode ajudar cientistas a observar a formação de crateras em tempo real. Ainda assim, o valor científico é considerado moderado, já que colisões semelhantes já foram registradas anteriormente.

Um caso em 2022, por exemplo, chamou atenção ao gerar uma cratera dupla inesperada, indicando características incomuns na estrutura do objeto.

Sem risco imediato, mas com alerta

Especialistas afirmam que a colisão não representa perigo direto, já que não há estruturas ativas na região lunar prevista para o impacto.

No entanto, o episódio reforça preocupações com o aumento de detritos espaciais, especialmente diante de projetos como o programa Artemis, que pretende ampliar a presença humana na Lua.

Problema crescente no espaço

A falta de regras consolidadas para o descarte de equipamentos no espaço profundo é apontada como um dos principais desafios da exploração espacial moderna.

Uma das soluções já adotadas em algumas missões é enviar estágios de foguetes para órbitas ao redor do Sol, evitando que permaneçam no sistema Terra-Lua.

Mesmo assim, a prática ainda não é padrão, e especialistas alertam que eventos como esse, hoje vistos como pontuais, podem se tornar mais frequentes no futuro.

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