Depois de três anos de obras e um investimento de cerca de R$ 139 milhões, a Cadeia Pública de Porto Alegre foi reinaugurada nesta quarta-feira (10) com a promessa de deixar para trás o título de “pior prisão do Brasil”. O antigo Presídio Central, na Zona Leste da capital gaúcha, teve quase toda sua estrutura demolida e reconstruída.
Depois de três anos de obras e um investimento de cerca de R$ 139 milhões, a Cadeia Pública de Porto Alegre foi reinaugurada nesta quarta-feira (10) com a promessa de deixar para trás o título de “pior prisão do Brasil”. O antigo Presídio Central, na Zona Leste da capital gaúcha, teve quase toda sua estrutura demolida e reconstruída.

Novas instalações
O presídio, que já abrigou mais de 5 mil detentos, teve sua estrutura quase totalmente derrubada. Nove dos dez pavilhões originais foram demolidos e substituídos por módulos de convivência. Agora, a unidade conta com 240 celas, cada uma com capacidade para oito presos, totalizando 1,8 mil apenados. Atualmente, a unidade não possui presos.

O antigo Presídio Central foi, em 2008, apontado pela CPI do Sistema Carcerário da Câmara dos Deputados como a pior estrutura carcerária do Brasil. Anos depois, um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ainda destacava problemas estruturais, como esgoto a céu aberto. O local também era classificado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) como um dos piores da América Latina.

O governador Eduardo Leite destacou a nova fase do sistema prisional. “Presos uniformizados, controle rigoroso da ocupação das celas, da movimentação dos presos, tudo isso entra com uma nova cultura de cuidado”, afirmou o governador, ressaltando o investimento em tecnologias para garantir que o “Estado efetivamente controle o sistema prisional e não dê espaço para facções e para o crime organizado”. O único prédio restante da antiga estrutura será demolido para a construção de um pavilhão de trabalho prisional.

