Tom Phillips, foragido há quatro anos por sequestrar os três filhos e viver com eles na mata, foi morto em um tiroteio com a polícia na Nova Zelândia. As crianças, de 8, 9 e 11 anos, foram resgatadas ilesas. O homem era investigado por arrombamentos e um suposto assalto a banco.

Foto: Reprodução/Waikato Police
Foto: Reprodução/Waikato Police

Um caso que comoveu a Nova Zelândia teve um desfecho trágico neste domingo (7). Tom Phillips, de aproximadamente 30 anos, foi morto durante um tiroteio com a polícia em Piopio, após quatro anos fugindo com os próprios filhos e vivendo com eles em uma área isolada de mata densa.

O episódio ocorreu após uma ocorrência de furto em um estabelecimento comercial por volta das 2h30 da manhã. De acordo com a polícia, Phillips e um dos filhos foram vistos em um quadriciclo no local, o que levou à perseguição. Durante o confronto, um policial foi gravemente ferido. Tom morreu ainda no local.

Os filhos de Phillips — Jayda, de 11 anos, Maverick, de 9, e Ember, de 8 — foram localizados horas depois em um acampamento improvisado e estavam ilesos. As crianças foram levadas para receber atendimento e estão sob cuidado das autoridades.

Phillips era considerado foragido desde setembro de 2021, quando sequestrou os filhos após perder a guarda legal em meio a um conflito com a ex-mulher. Descrito como um caçador experiente e profundo conhecedor da vida na mata, ele vinha sobrevivendo de forma isolada com as crianças, mas, segundo a polícia, havia se tornado “desesperado por recursos”.

Desde 2023, ele e os filhos foram vistos diversas vezes envolvidos em arrombamentos de supermercados e lojas de ferragens. Phillips também era investigado por um suposto assalto à mão armada a um banco.

Em um dos raros contatos com o mundo externo, caçadores relataram uma breve conversa com Jayda, a filha mais velha, que dizia que “apenas os caçadores sabiam que eles estavam lá”, o que a mãe das crianças interpretou como um pedido de socorro.

Anos de isolamento

A ex-mulher de Tom, identificada apenas como Cat, disse estar aliviada por reencontrar os filhos com vida, mas extremamente preocupada com o impacto psicológico causado pelos anos de isolamento.

“Foi muito bom vê-los vivos. Eles estavam carregando seus próprios equipamentos. Não consigo imaginar o que suportaram nesses três anos. É errado em muitos níveis”, desabafou.

A polícia da Nova Zelândia segue investigando os detalhes do confronto e prestando assistência às crianças.

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