Uma compra suspeita de um iPhone 15 Pro Max com o cartão corporativo de uma loja de roupas em Goiânia levou à descoberta de um suposto esquema de desvios financeiros que teria causado prejuízo. A principal investigada é uma ex-funcionária do setor financeiro, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após a Polícia Civil apontar risco de fuga e possível interferência nas investigações.
Uma compra suspeita feita com o cartão corporativo de uma loja de roupas localizada no Setor Marista, em Goiânia, acabou desencadeando uma investigação que revelou um suposto esquema de desvio de dinheiro dentro da empresa.

Ex-funcionária (Foto: reprodução)
A principal alvo das apurações é uma ex-funcionária do setor financeiro, identificada pelas iniciais R.L.M., de 29 anos, que teve a prisão preventiva determinada pela Justiça. De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo causado ao estabelecimento ultrapassa R$ 137 mil.
A irregularidade veio à tona após a proprietária da loja notar uma cobrança incomum na fatura empresarial. O valor correspondia à compra de um iPhone 15 Pro Max, parcelado em 12 vezes, sem qualquer autorização da direção da empresa. A partir da suspeita, foi iniciada uma auditoria interna que apontou possíveis movimentações financeiras indevidas.
Segundo os investigadores, mesmo após deixar o cargo, a suspeita ainda teria tentado realizar operações utilizando recursos da empresa. O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil.
Polícia investiga novas compras
De acordo com as investigações, a ex-funcionária foi demitida no dia 29 de maio, mas, mesmo após o desligamento, movimentações consideradas suspeitas continuaram sendo registradas.
A Polícia Civil apura que uma nova compra teria sido efetuada dois dias depois utilizando o cartão corporativo da empresa. Já em 2 de junho, outra tentativa de compra, avaliada em cerca de R$ 7,8 mil, acabou frustrada após o bloqueio do cartão pela administração da loja.
Durante a auditoria interna, também foram identificadas transferências bancárias destinadas a contas ligadas a familiares da suspeita, além de gastos e pagamentos sem relação aparente com as atividades comerciais do estabelecimento.
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Justiça mantém prisão preventiva
Após a prisão em flagrante, a Polícia Civil solicitou que a detenção da suspeita fosse convertida em prisão preventiva, pedido que acabou aceito pela Justiça. Na decisão, o magistrado considerou fatores como a possibilidade de fuga, a continuidade das supostas práticas irregulares mesmo após a descoberta do caso e a necessidade de garantir o andamento das investigações.
Conforme os autos, depois que as irregularidades vieram à tona, a investigada teria entrado em contato com a empresária, emocionada, pedindo perdão e solicitando que o registro policial fosse cancelado.
Outro ponto destacado pela Justiça envolve uma justificativa apresentada pela suspeita para não comparecer a uma intimação. Ela afirmou que acompanhava o pai em um hospital, porém os investigadores identificaram que, naquele mesmo período, estaria se organizando para viajar ao Rio de Janeiro.
Diante das circunstâncias, a Justiça entendeu que a liberdade da investigada poderia comprometer a coleta de provas e decidiu manter a prisão preventiva enquanto o caso segue sob investigação.
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