Duas funcionárias do Centro de Educação Infantil (CEI) Luz do Brás, na capital paulista, foram afastadas de suas funções após a morte do menino Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses. A criança morreu depois de prender a cabeça em uma estrutura com grades dentro da unidade escolar.
Duas funcionárias do Centro de Educação Infantil (CEI) Luz do Brás, na capital paulista, foram afastadas de suas funções após a morte do menino Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses. A criança morreu depois de prender a cabeça em uma estrutura com grades dentro da unidade escolar.

Creche (Foto: TV Bandeirantes)
A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), que não detalhou quais cargos eram ocupados pelas servidoras nem informou se os desligamentos ocorreram de forma definitiva ou temporária.
Polícia investiga cinco funcionários
De acordo com a Polícia Civil, cinco pessoas ligadas à creche são investigadas para esclarecer as circunstâncias da morte da criança. Entre elas estão a diretora e a coordenadora da unidade.
Até o momento, ninguém foi preso e o inquérito segue em andamento.
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Sala onde ocorreu o acidente permanece interditada
Apesar das investigações, o Centro de Educação Infantil Luz do Brás, que é conveniado à Prefeitura de São Paulo, continua funcionando normalmente.
Apenas a sala onde ocorreu o acidente permanece interditada desde o dia 24 de julho. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o espaço só será liberado após a conclusão de uma análise técnica.
A pasta também informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar o caso. Caso sejam constatadas irregularidades, a unidade poderá sofrer sanções, incluindo o descredenciamento junto ao município.
Relembre o caso
Abdoulaye Dieng morreu na manhã de quarta-feira (22), enquanto participava de uma atividade recreativa dentro da creche, localizada na região do Brás, na área central de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, o menino se aproximou de uma estrutura com grades instalada em uma das paredes da unidade e acabou prendendo a cabeça no espaço existente entre a grade e a parede, sem conseguir se soltar.
Funcionários da instituição perceberam o acidente, retiraram a criança da estrutura e acionaram o serviço de emergência. Apesar das tentativas de socorro, o menino não resistiu.
Investigação apura possíveis falhas
O caso foi registrado no 8º Distrito Policial (Brás) como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
A Polícia Civil busca esclarecer a dinâmica do acidente e verificar se houve falhas na estrutura da creche, na supervisão das crianças ou em outros procedimentos que possam ter contribuído para a morte de Abdoulaye Dieng. Os resultados das perícias e dos depoimentos deverão orientar os próximos passos da investigação.
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