Um vendaval com rajadas de até 99 km/h provocou estragos em várias cidades do interior de São Paulo nesta segunda-feira (22). Em Campinas, houve quedas de árvores, alagamentos e desativação de uma estação do BRT. Em Nova Odessa, o telhado de uma academia desabou, enquanto em Americana carros foram esmagados por postes. Já em Porto Feliz, uma fábrica foi destelhada e um carro capotou. No total, a Defesa Civil registrou 31 ocorrências, com 18 pessoas feridas e 20 desalojadas.
Vendavais e fortes chuvas atingiram diversas cidades do interior de São Paulo nesta segunda-feira (22), provocando quedas de árvores, destelhamentos, alagamentos e danos em estruturas públicas e privadas. A Defesa Civil do Estado registrou rajadas de vento que ultrapassaram os 99 km/h em diferentes regiões, além de 31 ocorrências em todo o território paulista.
De acordo com medições oficiais, a maior rajada foi registrada em Bragança Paulista, com 99,4 km/h, seguida por São Paulo (Campo de Marte), com 98,2 km/h, e Piracicaba, com 95 km/h. Outras cidades também tiveram ventos intensos, como Avaré (90 km/h), Congonhas e Bauru (87 km/h), Marília (86,4 km/h) e Rancharia (85,7 km/h).
Em Campinas, o Aeroporto de Viracopos registrou 74 km/h às 14h, no auge do temporal.
Estragos em Campinas
Em Campinas, a Defesa Civil informou que o acumulado de chuva chegou a 55,6 milímetros, com maior volume em Barão Geraldo. Foram registradas 18 quedas de árvores — algumas sobre a rede elétrica — além de três quedas de galhos e quatro alagamentos em bairros como Satélite Íris I, Jardim Chapadão, Jardim Novo Flamboyant e Jardim Brasil.
A Emdec precisou interditar trechos da Avenida Princesa D’Oeste, da Rua Delfino Cintra e da Avenida Amoreiras, além de ativar faixas reversíveis no Bosque e em outros pontos para minimizar o trânsito. Um poste caiu na Av. JBD, próximo à Estação Bela Aliança, e a Estação BRT Piracicaba, no Corredor Ouro Verde, foi desativada temporariamente por alagamento.
Centros de Saúde também foram impactados, registrando entrada de água, falta de energia e lentidão nos sistemas. Apesar disso, a maioria conseguiu manter os atendimentos.
Nova Odessa e Americana
Em Nova Odessa, um vendaval destruiu o telhado de uma academia na Avenida Amélio Gazzeta. No momento do desabamento, havia alunos no local, mas ninguém se feriu. A Defesa Civil esteve no endereço e confirmou os estragos.
Em Americana, carros foram amassados após postes quebrarem ao meio na Avenida Comendador Thomaz Fortunatto. Motos também foram derrubadas pela ventania e uma escola teve móveis e objetos destruídos.
Porto Feliz
Na cidade de Porto Feliz, rajadas de até 90 km/h destelharam a fábrica da Toyota, localizada às margens da Rodovia Marechal Rondon. Um carro chegou a ser encontrado capotado, o veículo foi atingido pelas telhas e arrastado pelo vento. Funcionários relataram pânico, mas não houve registro de feridos. A Defesa Civil informou que houve ainda quedas de árvores sobre vias públicas, fiação elétrica e residências.
Balanço estadual
Segundo a Defesa Civil do Estado, entre os dias 21 e 22 de setembro foram registradas 31 ocorrências relacionadas ao mau tempo. O balanço aponta 18 pessoas feridas, 20 desalojadas e nenhuma morte confirmada.
Entre as principais cidades afetadas estão Rancharia, Ourinhos, Presidente Prudente, Marabá Paulista, Dracena, Peruíbe, Osasco, Marília, Nova Odessa, Sorocaba, Guarulhos, Jundiaí e Santos. Os casos envolveram vendavais, destelhamentos, quedas de árvores, desabamentos e interrupções de energia elétrica.
Com a estabilização do cenário e a diminuição do risco imediato, o Gabinete de Crise das Chuvas foi desmobilizado, mas o monitoramento segue em todo o estado.