A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu 91 fuzis avaliados em cerca de R$ 5,4 milhões durante a megaoperação contra o Comando Vermelho, considerada a mais letal da história do estado. Entre as armas, havia modelos alemães G3, belgas FAL, russos AK-47 e americanos AR, sendo que mais de 90% destes últimos eram falsificados. No total, foram encontradas 118 armas de fogo, além de explosivos e acessórios de precisão. A ação, que mobilizou 2.500 agentes em 26 comunidades dos complexos da Penha e do Alemão, deixou um cenário de devastação e dezenas de mortos.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou imagens do arsenal apreendido durante a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), realizada na terça-feira (28/10), considerada a mais letal da história do estado. Entre as 91 armas longas encontradas, há fuzis de fabricação estrangeira e modelos falsificados, avaliados em cerca de R$ 5,4 milhões.
O delegado Vinicius Domingos, da Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos (CFAE), publicou nas redes sociais um vídeo mostrando parte do material apreendido. Segundo ele, os armamentos estão sendo analisados antes de serem encaminhados à perícia.

Em uma avaliação preliminar, o delegado detalhou que foram apreendidos 11 fuzis G3, de origem alemã; 13 FALs, belgas; 16 AK-47, russos; e o restante da plataforma AR, de origem americana. “Chamou a atenção que a maior parte dos fuzis da plataforma AR — mais de 90% — são cop fakes, ou seja, falsificados”, explicou Domingos.
Ao todo, foram 118 armas de fogo apreendidas, entre fuzis, pistolas, um revólver e 14 artefatos explosivos prontos para uso. Muitos dos equipamentos estavam equipados com acessórios de precisão, como lunetas e miras holográficas, que aumentam o alcance e a letalidade dos disparos.
A operação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes em 26 comunidades dos complexos da Penha e do Alemão, revelou o alto poder de fogo da facção e deixou um rastro de destruição. Moradores relataram cenas de horror, com corpos espalhados pelas ruas e carros sendo usados para transportar vítimas.
Imagens feitas após a ação mostram moradores tentando cobrir os mortos com panos e enfileirando corpos na Praça São Lucas, na Penha — um retrato do cenário devastador deixado pela operação mais letal já registrada no Rio de Janeiro.
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