Claire Gilbert, de 45 anos, foi sentenciada a três anos de prisão nos Estados Unidos, após enganar sua melhor amiga, Michelle Oldham com um namorado fictício. A farsa se estendeu por 15 anos, durando até 2020, quando Claire foi presa.
Claire Gilbert, de 45 anos, foi sentenciada a três anos de prisão nos Estados Unidos, após enganar sua melhor amiga, Michelle Oldham com um namorado fictício. A farsa se estendeu por 15 anos, durando até 2020, quando Claire foi presa.
O esquema começou em 2005, quando as duas se conheceram no trabalho. Inicialmente, Claire se apresentou a Michelle como vítima de abuso e, em seguida, a apresentou a um “amigo” chamado Carl Murphy. Michelle passou a trocar mensagens com “Carl”, sem saber que, na verdade, estava se comunicando com Claire. A relação evoluiu para um romance, com trocas de mensagens íntimas e de cunho sexual.
Para tornar a fraude mais convincente e lucrativa, Claire convenceu Michelle de que “Carl” tinha uma filha pequena chamada “Katie”. A suposta criança se tornou um instrumento para extorquir dinheiro da vítima. Ao longo dos anos, Michelle foi convencida a gastar milhares de libras com despesas inexistentes para “Katie”, incluindo supostas viagens a Paris, presentes de Natal e aniversário, e até a compra de um celular.
A manipulação emocional atingiu seu auge quando Michelle foi informada de que a criança estava em coma, com meningite, e que precisaria amputar os dedos. Durante o julgamento, Michelle Oldham relatou ter sido “consumida pela culpa e pelo luto” por não poder visitar a criança doente.
A rede de mentiras começou a desmoronar quando Michelle passou a receber cartas de cobrança por dívidas que não havia contraído. Uma investigação revelou que Claire havia usado o nome da amiga para comprar mais de 4 mil libras, aproximadamente 30 mil reais, em produtos.
As suspeitas de Michelle sobre a amiga cresceram quando ela a flagrou usando o Facebook do “namorado” fictício. A polícia, ao analisar o celular de Claire, encontrou um aplicativo de mudança de voz, uma das ferramentas usadas para dar vida a “Carl Murphy”. Após admitir os crimes de perseguição e fraude, Claire Gilbert foi condenada a três anos de prisão.
