O Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR), do Governo Federal, notificou a circulação de três substâncias até então desconhecidas no Brasil. A descoberta, foi detalhada em um boletim divulgado na quinta-feira (11).
O Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR), do Governo Federal, notificou a circulação de três substâncias até então desconhecidas no Brasil. A descoberta, detalhada em um boletim divulgado na quinta-feira (11), demonstra a agilidade do órgão em identificar novas ameaças à saúde e segurança pública.
Duas das substâncias foram encontradas em um produto industrializado estrangeiro, conhecido como “Magic Mushroom Gummies”, da marca TRE Hoouse. Embora seja a primeira ocorrência no país, ambas já haviam sido detectadas em países como Chile, Canadá e Bélgica. A identificação no Brasil foi realizada pela Polícia Científica de Santa Catarina, com apoio da Polícia Federal.
A terceira substância, o N-pirrolidino protonitazeno, um opioide sintético da classe dos nitazenos, foi identificada pelo Laboratório de Toxicologia Analítica e o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas (CIATox-Campinas). A descoberta ocorreu durante o exame de um paciente que relatou ter consumido álcool e um comprimido.
Agilidade na resposta e combate às drogas
Com as recentes descobertas, o Brasil alcançou um feito notável: o intervalo entre a notificação e a inclusão nos controles nacionais foi de apenas 19 dias, o que reforça o objetivo do SAR de operar com celeridade e eficácia.
A secretária de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, destacou a importância da ferramenta para o combate aos mercados ilegais e para a prevenção no campo da política sobre drogas. O SAR é um subsistema do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad) e tem como objetivo captar, analisar e disseminar dados sobre a emergência e a circulação de novas substâncias.
Monitoramento contínuo e cooperação internacional
A diretora de Pesquisa, Avaliação e Gestão de Informações, Bárbara Cabellero, ressaltou que o SAR não apenas identifica substâncias inéditas, mas também monitora tendências de consumo, o que é essencial para orientar políticas públicas e preparar hospitais. Qualquer pessoa pode enviar uma notificação para o sistema por meio do e-mail [email protected]. Os relatos devem ser detalhados para apoiar a avaliação dos casos.
Além disso, o Brasil está estruturando uma rede regional com Argentina, Paraguai e Chile para a troca de alertas fronteiriços, garantindo maior rapidez na circulação de informações. A iniciativa visa aprimorar a resposta a novas ameaças, seguindo modelos internacionais já consolidados.
