O governo federal avalia retomar o horário de verão em 2025, após seis anos de suspensão. O Ministério de Minas e Energia analisa o impacto da medida na demanda energética, com o objetivo de reduzir o consumo no horário de pico e evitar o uso de termelétricas. O ONS aponta que a mudança pode aliviar a pressão sobre o sistema elétrico e conter o aumento no preço da energia. A Abrasel apoia o retorno, destacando que bares e restaurantes podem aumentar o faturamento mensal em até 15%. A decisão final deve sair nos próximos meses.

Foto: reprodução/Dino
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O governo federal ainda não descartou a retomada do horário de verão em 2025, após seis anos de suspensão da medida. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o tema está em análise e faz parte de um estudo sobre a demanda energética no país.

Em nota, a pasta afirmou que “a análise de 2025 busca avaliar os resultados dos estudos prospectivos ligados ao atendimento do pico de demanda de energia, para suprir a carga de forma coordenada, considerando o comportamento da geração não despachável das usinas solares e fotovoltaicas”.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico segue acompanhando os dados e fornecerá informações atualizadas para que o governo tome a decisão mais adequada.

Como funcionava

Criado para aproveitar a luz natural e reduzir o consumo de energia no horário de pico — entre 18h e 21h —, o horário de verão adiantava os relógios em uma hora de outubro a fevereiro em diversos estados e no Distrito Federal.

Em 2019, o governo extinguiu a medida, justificando que os efeitos positivos para o setor elétrico haviam diminuído devido às mudanças no comportamento da população. No entanto, o Plano da Operação Energética (PEN 2025), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), aponta que o retorno do horário de verão pode aliviar a pressão sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN) e reduzir a necessidade de uso de termelétricas, o que ajudaria a conter o aumento no preço da energia.

Impacto econômico

Além dos benefícios energéticos, o setor de bares e restaurantes apoia a retomada da medida. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) defende que o horário de verão pode impulsionar o movimento entre 18h e 21h em até 50%, aumentando o faturamento mensal dos estabelecimentos entre 10% e 15%.

“No ano em que o Brasil sedia a COP30, recorrer a termoelétricas, que são as usinas mais poluentes, é incoerente. Ainda mais que há a possibilidade de mitigar ao menos um pouco a situação adotando a volta do horário de verão ainda este ano”, afirmou, em nota, Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

As discussões seguem em andamento, e o governo deve tomar uma decisão final nos próximos meses.

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