O Governo de Santa Catarina intensificou os investimentos em prevenção a desastres naturais na Defesa Civil e alcançou patamares históricos nos últimos anos, consolidando o estado como um dos mais preparados do Brasil contra climáticos extremos.
O Governo de Santa Catarina intensificou os investimentos em prevenção a desastres naturais na Defesa Civil e alcançou patamares históricos nos últimos anos, consolidando o estado como um dos mais preparados do Brasil para enfrentar eventos climáticos extremos.

Governo mais do que dobrou investimento em quatro anos (Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SecomGOVSC)
Somente entre 2023 e 2026, o aporte foi quase bilionário. O período contou com R$ 900 milhões destinados à Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SPDC), financiamento que chegou a mais do que dobrar em quatro anos.
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Governo se destaca pelo investimento
O avanço é destacado principalmente pelo investimento recente: em 2020, os recursos para a pasta somavam R$ 81 milhões; em 2023, R$ 129 milhões. Para 2025, o montante alcançou R$ 300 milhões e, em 2026, a previsão é de R$ 338 milhões — o maior valor já registrado no estado.
Geografia local traz desafios
O Governo de Santa Catarina enfrenta constantes desafios com base principalmente nos desafios geográficos do estado, marcado por serras, planícies e bacias hidrográficas complexas, torna o território suscetível a desastres naturais.
Enchentes, deslizamentos e estiagens integram o histórico catarinense e seguem como desafios permanentes para a gestão pública.
O episódio de El Niño de 2023 deixou impactos em municípios do Alto Vale do Itajaí e reforçou a urgência de investimentos estruturantes. Para sanar as deficiências, Santa Catarina ampliou recursos e estruturou obras, incluindo intervenções que necessitavam de renovação.
Governo fez investimentos inéditos
Nos últimos anos, o governo catarinense priorizou investimentos que somam R$ 94,7 milhões em obras de reforma, modernização e automação com acionamento remoto para três barragens de contenção: Barragem Sul (Ituporanga), Barragem Norte (José Boiteux) e Barragem Oeste (Taió).
Outros R$ 227 milhões foram destinados a ações de desassoreamento e melhoramento fluvial. Em 2024, intervenções foram retomadas em rios de municípios como Rio do Sul, Rio do Oeste, Mirim Doce e Presidente Getúlio, após mais de 40 anos de negligência.
Com investimento de R$ 17 milhões, a rede de monitoramento hidrometeorológico foi ampliada de 42 para 172 estações em todo o território. Os equipamentos fornecem dados atualizados a cada 15 segundos, acelerando a emissão de alertas de urgência.
Projetos de estrutura entregues
Desde 2023, o Estado entregou mais de 196 kits de pontes para restabelecimento de acessos em áreas afetadas, além de equipamentos destinados às defesas civis municipais.
Na área de assistência humanitária, mais de R$ 36 milhões foram aplicados na distribuição de itens essenciais às famílias atingidas por desastres.
Três estruturas regionais mantêm estoques estratégicos para abastecimento rápido dos municípios que necessitarem de apoio.
Cenário climático e preparação
Segundo a SPDC, o estado atravessa atualmente período de neutralidade climática, com aproximadamente 80% de probabilidade de formação de novo episódio de El Niño entre julho e agosto.
Com estrutura, tecnologia e investimentos em níveis históricos, o Estado chega ao novo ciclo do fenômeno preparado para proteção da população catarinense.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aumento de temperatura altera a circulação atmosférica e interfere no clima de diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.
Os efeitos do fenômeno costumam variar conforme a intensidade. No território brasileiro, ele geralmente provoca aumento das chuvas na Região Sul e períodos de seca e calor mais intenso no Norte e Nordeste. Em algumas situações, também pode contribuir para ondas de calor e mudanças no regime de precipitação no Sudeste e Centro-Oeste.
O último evento de forte impacto ocorreu entre 2023 e 2024, influenciando recordes de temperatura e episódios extremos de chuva em parte do país. Depois disso, o Pacífico entrou em fase de neutralidade climática, sem atuação significativa do fenômeno.
Segundo projeções de centros meteorológicos internacionais e institutos de clima, há possibilidade de o El Niño voltar a se formar entre o fim de 2026 e o início de 2027, embora ainda sem consenso sobre intensidade.
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