O governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu interromper dois contratos que garantiam chips de celular gratuitos para alunos e professores da rede estadual de ensino, programa iniciado durante a pandemia de Covid-19.
Mesmo assim, governo garante continuidade do acesso à educação digital
O governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu interromper dois contratos que garantiam chips de celular gratuitos para alunos e professores da rede estadual de ensino, programa iniciado durante a pandemia de Covid-19. O objetivo original era garantir a inclusão digital de estudantes e educadores sem acesso à internet enquanto as escolas estavam fechadas, realizando atividades online. O fornecimento dos chips foi renovado anualmente desde 2020, com a última renovação em dezembro de 2024, no valor de R$ 65,8 milhões, estendendo o programa até dezembro de 2025.
O que muda com o fim dos contratos?
A decisão de encerrar o programa de chips, anunciada para começar em setembro, gerou preocupações sobre o acesso dos alunos à educação digital. No entanto, o governo garantiu que o corte não afetará o acesso aos aplicativos educacionais. Isso porque, a Secretaria da Educação de SP mantém um programa de dados patrocinados, que assegura o uso gratuito de plataformas como a Secretaria Escolar Digital (SED), sem consumir o plano de dados do usuário.
Atualmente, o programa de dados patrocinados é realizado em parceria com as operadoras Vivo e Tim, com negociações em andamento para a adesão de novas operadoras. Assim, o governo tenta equilibrar a redução de custos com a manutenção de uma infraestrutura digital que continua a ser essencial para o aprendizado remoto, especialmente em tempos de ensino híbrido e uso cada vez mais integrado de tecnologias nas escolas.
Impactos e perspectivas
O fim dos contratos pode gerar um impacto nas escolas mais periféricas e nos alunos que dependiam dos chips para acessar conteúdos educativos fora do ambiente escolar. No entanto, a implementação de programas de dados patrocinados parece ser uma tentativa de suavizar o impacto da medida e, ao mesmo tempo, reduzir custos com a manutenção do programa. O maior desafio, portanto, será garantir que o novo sistema de dados patrocinados alcance um número ainda maior de alunos e professores, sem depender de chips fornecidos pelas operadoras.
A decisão do governo Tarcísio reflete uma busca por equilíbrio entre o custo e a continuidade do acesso educacional digital, mas a eficácia desse novo modelo será testada na prática. A gestão continuará tendo de lidar com as desigualdades no acesso à internet entre os estudantes de diferentes regiões do estado, uma questão que se tornou ainda mais evidente durante a pandemia.