O Governo Federal estuda demolir a Ponte do Esqueleto, em Limeira, após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump. União e prefeituras discutem medidas para impedir o acesso ao local. A Polícia Civil investiga o caso e três funcionários da empresa responsável pela atividade permanecem presos preventivamente.

Jovem foi jogada de rope jump sem equipamentos de segurança, em Limeira, no interior de São Paulo - Foto: Reprodução
Jovem foi jogada de rope jump sem equipamentos de segurança, em Limeira, no interior de São Paulo - Foto: Reprodução

O Governo Federal estuda a demolição da Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante a prática de rope jump no último sábado (13).

Rope Jump e Mara Eduarda (Reprodução/Redes Sociais)

De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), duas reuniões foram realizadas na região nesta segunda-feira (15) para discutir medidas de segurança e alternativas para impedir o acesso à estrutura.

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União e prefeituras discutem solução definitiva

Os encontros contaram com representantes da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU), além dos prefeitos de Limeira, Murilo Felix, e de Cordeirópolis, Cristina Saad.

Durante as discussões, os gestores municipais relataram que já adotam ações para restringir a entrada de pessoas na ponte e manifestaram apoio à possibilidade de demolição da estrutura.

Segundo o governo federal, a Prefeitura de Limeira se comprometeu a reabrir uma vala que dificultava o acesso ao local e que havia sido fechada posteriormente sem conhecimento do município. Já a Prefeitura de Cordeirópolis e a SPU acordaram o reforço das medidas de contenção.

Barreiras físicas e novas restrições

Além disso, a Secretaria de Patrimônio da União informou que instalará barreiras físicas e placas de aviso para reforçar que a ponte pertence à União e que a entrada no local é proibida.

A SPU destacou que as discussões continuarão com os governos municipais para definir uma solução definitiva para a estrutura, incluindo a possibilidade de demolição.

A ponte foi transferida oficialmente para o patrimônio da União em maio deste ano. Segundo a SPU, a realização de atividades esportivas no local não possui autorização federal.

Prefeitura de Limeira cobrava providências

Anteriormente, a Prefeitura de Limeira havia informado que pretendia processar o Governo Federal por suposta omissão, alegando que a fiscalização, manutenção e controle de acesso à ponte seriam de responsabilidade exclusiva da União.

O município afirma que encaminhou ofícios aos órgãos responsáveis desde 2025 cobrando providências para aumentar a segurança da área.

Como aconteceu a morte de Maria Eduarda

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros durante um salto de rope jump na chamada Trilha da Ponte do Esqueleto.

Segundo as investigações, a corda que deveria garantir a segurança da jovem não foi conectada antes do salto. Pessoas que estavam no local tentaram realizar manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada do Samu, mas o óbito foi constatado ainda no local devido aos ferimentos causados pela queda.

Tentativa de fuga chamou atenção da polícia

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais encontraram dois homens próximos à vítima e, em determinado momento, eles teriam tentado fugir em direção a uma área de vegetação.

A ação motivou o acionamento de reforço policial e de uma aeronave da Polícia Militar para auxiliar nas buscas.

Investigação aponta possível assunção do risco

A Polícia Civil concluiu que os elementos reunidos indicam que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte.

Os investigadores também apontaram que o local possui histórico de ocorrências graves, incluindo outras mortes registradas anteriormente.

Funcionários seguem presos

Três funcionários da empresa responsável pelos saltos foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual.

Após audiência de custódia realizada no domingo (14), a Justiça converteu as prisões em preventivas. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.

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