O Governo Federal lançou na segunda-feira (04) uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, com o objetivo de reduzir o alto nível de endividamento das famílias no país.
O Governo Federal lançou na segunda-feira (04) uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, com o objetivo de reduzir o alto nível de endividamento das famílias no país.
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(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
De acordo com o Banco Central do Brasil, mais de 100 milhões de brasileiros possuem algum tipo de dívida com instituições financeiras, o que motivou a criação do pacote.
Quem pode participar
O programa deve contemplar pessoas com renda de até cinco salários mínimos, o que corresponde a cerca de R$ 8 mil por mês. A proposta foi construída após negociações entre o governo e representantes do setor financeiro.
Quais dívidas podem ser renegociadas
Entre os débitos incluídos estão:
- Cartão de crédito
- Cheque especial
- Crédito rotativo
- Empréstimos pessoais
- Financiamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)
- Juros e descontos
O programa prevê ainda:
- Juros de até 1,99% ao mês
- Descontos que podem variar de 30% a 90% sobre o valor das dívidas
- Uso do FGTS
Uma das novidades é a possibilidade de utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar dívidas. Nesse modelo, a Caixa Econômica Federal fará a transferência do valor diretamente para a instituição credora, mediante autorização do trabalhador.
Restrição para apostas online
Quem aderir ao programa ficará impedido, por um período de um ano, de acessar plataformas de apostas online. A medida, segundo o governo, busca evitar que o consumidor volte a se endividar.
Objetivo do programa
O novo pacote busca aliviar o orçamento das famílias e estimular a reorganização financeira dos brasileiros, diante do alto índice de inadimplência registrado no país.
Em março, o percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu o maior nível da série histórica, com 80,4%. O número registrou um crescimento de 0,2% em relação a fevereiro, de acordo com os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Segundo a CNC, os números são alarmantes devido ao cenário global, que envolve conflitos internacionais que podem causar impactos no bolso do consumidor, como os reflexos do preço do petróleo.
O lançamento do programa, no entanto, causou controvérsia devido uso da pauta durante o período das eleições presidenciais, que devem acontecer em outubro deste ano, com possibilidade de uso eleitoreiro.
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