O governo federal anunciou nesta segunda-feira (29) um novo programa de crédito voltado a trabalhadores que mantêm suas contas em dia. Batizada de Desenrola para Adimplentes, a iniciativa tem como objetivo reduzir o custo dos empréstimos por meio do uso de garantias do FGTS, diminuindo o risco para os bancos e permitindo a oferta de taxas de juros mais baixas. A medida também contempla ex-estudantes do Fies que estão quitando regularmente seus financiamentos e desejam investir em projetos profissionais ou empreendimentos próprios

Programa Desenrola (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Programa Desenrola (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (29) uma nova versão do programa Desenrola, voltada a consumidores que estão com as contas em dia, mas que ainda enfrentam dificuldades para obter crédito no mercado e acabam impactados por juros elevados.

Novo 'Desenrola': dívidas já podem começar a ser renegociadas? - Foto: Reprodução

Desenrola (Foto: Reprodução)

A iniciativa tem como foco ampliar o acesso a empréstimos de forma mais equilibrada e reduzir o risco de endividamento futuro, buscando tornar o sistema de crédito mais acessível e sustentável no país, segundo informações do Executivo.

Nova fase do Desenrola

O programa Desenrola Adimplentes foi criado com o objetivo de fortalecer a capacidade financeira de pessoas que já mantêm seus compromissos em dia, incentivando a contratação de crédito em condições mais favoráveis e com taxas mais acessíveis.

Já a iniciativa Fies Empreendedores prevê a oferta de uma linha de crédito reembolsável destinada a beneficiários adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Durante o evento de lançamento, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou a importância da nova etapa do programa e afirmou que a iniciativa representa um marco ao ampliar o foco para um público que, segundo ele, muitas vezes não é atendido pelas políticas tradicionais de crédito.

“Ele é o informal, que durante a pandemia teve dificuldade, se endividou, mas nesse caso de hoje, como estamos falando do bom pagador, é o trabalhador informal que está pagando as suas contas em dia, com juros que variam de 6% a 12% ao mês. É para esse trabalhador informal que nós abrimos essa nova etapa do Desenrola, endereçando, em especial, uma linha nova de financiamento”, prosseguiu o ministro da Fazenda.

Critérios definem quem pode participar

Para participar do programa, o interessado precisa ter um saldo de até R$ 15 mil em operações de crédito pessoal não consignado e apresentar histórico de, no mínimo, quatro parcelas pagas em dia ou atraso limitado a 90 dias.

Como exemplo, em uma dívida inicial de R$ 5 mil parcelada em 12 meses, o valor mensal cai de R$ 734 para cerca de R$ 517 a partir do mês seguinte, considerando uma taxa de juros de 10%.

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Nova linha de crédito para ex-alunos do Fies

Além da ampliação do acesso ao crédito para trabalhadores, o governo também anunciou uma nova modalidade destinada a ex-estudantes que contrataram o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e mantêm suas obrigações em dia durante a fase de pagamento do financiamento. A proposta não prevê anistia, abatimento de parcelas ou renegociação de débitos já existentes.

O objetivo da iniciativa é incentivar a inserção profissional de recém-formados, oferecendo recursos financeiros para quem deseja investir em projetos próprios ou iniciar atividades empreendedoras. A medida busca ampliar as oportunidades de geração de renda e estimular novos negócios.

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O modelo contará com garantias vinculadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mecanismo que reduz o risco para as instituições financeiras e contribui para a oferta de condições mais vantajosas aos tomadores do crédito. Com isso, foi estabelecido um limite para as taxas de juros, que não poderão ultrapassar 1,99% ao mês.

Nas operações realizadas por meio da Carteira de Trabalho Digital (CTPS), a cobertura das garantias poderá alcançar até a totalidade do valor contratado. Já nos financiamentos solicitados diretamente pelos canais das instituições financeiras, a proteção oferecida pelo fundo poderá chegar a até metade do montante concedido.

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