O governo deve lançar, no próximo dia 1º de maio, uma nova versão do programa de renegociação de dívidas, conhecido como Desenrola. A data coincide com o Dia do Trabalhador e é considerada simbólica pelo Palácio do Planalto.

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O governo deve lançar, no próximo dia 1º de maio, uma nova versão do programa de renegociação de dívidas, conhecido como Desenrola. A data coincide com o Dia do Trabalhador e é considerada simbólica pelo Palácio do Planalto.

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Objetivo é aliviar orçamento das famílias

A proposta tem como foco reduzir o peso das dívidas no orçamento dos brasileiros, especialmente em um cenário em que, apesar da melhora de indicadores econômicos, o endividamento segue elevado.

Dados recentes do Banco Central do Brasil apontam que o comprometimento da renda das famílias com dívidas chegou a 29,3%, o maior nível da série histórica.

Público-alvo e condições

O novo Desenrola deve atender, inicialmente, pessoas com renda de até cinco salários mínimos. A prioridade será para dívidas relacionadas a:

  • Cartão de crédito
  • Cheque especial
  • Crédito pessoal não consignado

A ideia é permitir a troca dessas dívidas por condições mais acessíveis, com juros que podem chegar a cerca de 1,99% ao mês.

Descontos e prazo de adesão

O programa deve ter duração inicial de três meses. Bancos que aderirem à iniciativa poderão oferecer descontos proporcionais ao tempo da dívida, que podem chegar a até 80% ou 90% em casos mais antigos.

Ainda há um debate sobre o prazo mínimo e máximo das dívidas que poderão ser incluídas, com propostas variando entre atrasos de 90 dias até três anos.

Garantia do governo e impacto estimado

Para viabilizar os descontos, o governo pretende usar o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que cobre eventuais prejuízos dos bancos em caso de inadimplência. As estimativas indicam que o programa pode alcançar até R$ 140 bilhões em dívidas renegociadas, dependendo das regras finais.

Medidas para evitar novo endividamento

Entre os pontos em discussão, está a criação de mecanismos para evitar que os beneficiários voltem a se endividar rapidamente. Uma das ideias é restringir, por um período, o uso de plataformas de apostas. Além disso, a retirada do nome de cadastros de inadimplência pode ocorrer apenas após o pagamento da primeira parcela da nova dívida.

Continuidade de política anterior

O novo programa retoma a proposta do Desenrola lançada em 2023, também durante o atual governo, que buscava ampliar o acesso ao crédito e reduzir o número de brasileiros negativados. A versão atual, no entanto, deve trazer ajustes com base nas críticas e resultados da iniciativa anterior.

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