Uma mulher grávida foragida por tráfico foi presa após atendimento em maternidade de Porto Velho. O mandado de prisão foi identificado no cadastro. Ela foi transferida sob escolta ao hospital e está sob custódia. A prisão faz parte da Operação Desmame, que investiga esquema de drogas com origem na Bolívia.

Grávida foragida por tráfico é presa após atendimento em maternidade

Uma mulher foragida da Justiça, investigada por tráfico interestadual de drogas, foi presa nesta segunda-feira (27) após procurar atendimento na Maternidade Municipal de Porto Velho, em Rondônia. A suspeita, identificada como Kauany Batista dos Santos, está grávida e foi localizada durante cadastro na unidade de saúde.

De acordo com a Polícia Civil de Rondônia, o sistema apontou um mandado de prisão em aberto no momento do atendimento. Após exames iniciais, a mulher precisou ser transferida para o Hospital de Base de Porto Velho devido a complicações em uma gestação considerada de risco.

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Transferência com escolta policial

A remoção foi realizada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), com escolta policial dentro da ambulância e acompanhamento de viaturas durante todo o trajeto. A suspeita permanece sob custódia e deve responder às investigações.

Operação Desmame

A prisão ocorreu no contexto da Operação Desmame, conduzida pelo Departamento de Narcóticos (Denarc). A ação teve início na última quinta-feira (23) e busca desarticular uma organização criminosa responsável pela movimentação de mais de 1,5 tonelada de drogas provenientes da fronteira com a Bolívia.

Ao todo, foram cumpridas 81 medidas cautelares, incluindo 24 mandados de prisão preventiva e 57 de busca e apreensão em Rondônia, Goiás e no Distrito Federal.

Esquema sofisticado

As investigações, iniciadas em abril de 2025, apontam que o grupo utilizava caminhões com compartimentos ocultos, conhecidos como “mocós”, além de linhas telefônicas estrangeiras para dificultar a atuação das autoridades.

Também foi identificada a participação de “laranjas” na ocultação de valores ilícitos. Em um dos casos, um investigado teria movimentado cerca de R$ 500 mil em um ano, valor incompatível com sua renda declarada.

Medidas judiciais

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de ativos, sequestro de bens e aprofundamento do rastreamento patrimonial dos envolvidos. As investigações seguem em andamento.

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