Uma jovem grávida de 21 anos atropelou a sogra minutos após as duas prestarem depoimento por violência doméstica em uma delegacia de Joaçaba (SC). Logo após o atropelamento, a gestante bateu em outro veículo. A sogra foi hospitalizada e a jovem chegou a ser autuada por tentativa de homicídio, mas foi liberada para responder em liberdade porque a polícia ainda investiga se ela jogou o carro de propósito ou se perdeu o controle.
Uma jovem grávida, de 21 anos, foi presa no sábado (06) após atropelar a própria sogra logo depois que ambas deixaram a delegacia na cidade de Joaçaba, no Meio-Oeste de Santa Catarina.
As duas haviam acabado de ser liberadas pelas autoridades após prestarem depoimento por conta de uma ocorrência anterior de violência doméstica, que envolveu a jovem e seu companheiro.

(Foto: Reprodução)
Confusão familiar
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Civil de Santa Catarina, a confusão começou quando os agentes foram chamados para atender uma denúncia de agressão no centro da cidade.
No local, a jovem, o companheiro e a sogra relataram desentendimentos e agressões mútuas. Durante o atendimento da PM, testemunhas e imagens mostraram a mulher atacando familiares, além de proferir ameaças contra o companheiro e a mãe dele.
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Após serem ouvidos na delegacia, todos foram liberados pela autoridade policial. No entanto, logo após saírem do prédio, a jovem acelerou o carro e atingiu a sogra, que atravessava a rua. Em seguida, a condutora perdeu o controle do veículo e colidiu contra outro carro que transitava pela via.
A vítima sofreu ferimentos e foi encaminhada de emergência ao Hospital Universitário Santa Terezinha. Já a motorista recebeu atendimento médico no local e foi conduzida novamente para a delegacia.
Grávida vai responder em liberdade
Na unidade policial, a jovem foi autuada inicialmente por tentativa de homicídio. Apesar da nova prisão em flagrante, ela acabou liberada algumas horas depois e responderá ao processo em liberdade. De acordo com o andamento da investigação, ainda não foi possível determinar com exatidão se o atropelamento foi proposital ou resultado direto da perda de controle na direção.
O delegado responsável pelo caso afirmou que, sem elementos técnicos suficientes no momento para comprovar a intenção real de matar, a prisão preventiva não foi mantida. O fato de a jovem ter ficado ferida no acidente e estar em período de gestação também foi levado em consideração na decisão jurídica. O caso segue sob investigação ativa para a apuração detalhada dos fatos.
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