O valor divulgado não inclui o custo total do confronto, que começou em 28 de fevereiro com ataques aéreos coordenados pelos EUA e Israel, e tem potencial de crescer à medida que mais despesas são contabilizadas. Assessores do Congresso afirmaram que a Casa Branca pode solicitar ao Legislativo um novo pedido de financiamento, que segundo algumas estimativas pode chegar a US$ 50 bilhões.

Donald Trump (Reprodução/Redes Sociais)
Donald Trump (Reprodução/Redes Sociais)

Autoridades do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, informaram a parlamentares que os primeiros dias do conflito contra o Irã já geraram um gasto bilionário. De acordo com estimativas apresentadas durante uma reunião com membros do Congresso dos Estados Unidos, o custo das operações militares nos seis primeiros dias chegou a pelo menos US$ 11,3 bilhões.

O valor foi discutido em um encontro fechado com senadores realizado na terça-feira (10). Segundo fontes que acompanharam a reunião, o montante divulgado representa apenas uma parte das despesas do confronto e não contempla todos os custos envolvidos nas ações militares em andamento.

Diante do avanço da guerra, assessores do Congresso afirmam que a Casa Branca deverá solicitar em breve recursos adicionais para financiar a continuidade das operações. Entre as estimativas mencionadas nos bastidores, fala-se em um possível pedido de cerca de US$ 50 bilhões, embora alguns integrantes do governo avaliem que o valor final necessário pode ser ainda maior.

Trump afirma que país “venceu”, mas conflito continua

O governo dos Estados Unidos ainda não apresentou um balanço oficial detalhado sobre os custos totais da guerra nem indicou por quanto tempo as operações militares devem continuar. Apesar disso, o presidente Donald Trump afirmou, durante um discurso realizado no estado de Kentucky, que “nós vencemos”, embora as forças americanas permaneçam atuando para concluir os objetivos militares.

A estimativa inicial de que os primeiros dias da ofensiva custaram cerca de US$ 11,3 bilhões foi divulgada pelo jornal The New York Times, com base em informações apresentadas a parlamentares em reuniões reservadas.

A campanha militar contra o Irã teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques aéreos. Desde então, o confronto se ampliou e atingiu também o Líbano, provocando milhares de mortes, em sua maioria de iranianos e libaneses e gerando instabilidade nos mercados globais, especialmente nos setores de energia e transporte.

US$ 5,6 bilhões em munições usados nos primeiros dias

Autoridades informaram aos legisladores que cerca de US$ 5,6 bilhões em munições foram consumidos apenas nos dois primeiros dias de ataques contra o Irã. O elevado consumo de material bélico levantou preocupação entre membros do Congresso dos Estados Unidos, que poderão ser chamados a aprovar recursos adicionais para financiar a guerra.

Parlamentares alertaram que a intensidade do conflito pode esgotar os estoques militares americanos em um momento em que a indústria de defesa já enfrenta dificuldades para atender à demanda. Para lidar com a situação, o presidente Donald Trump se reuniu na semana passada com executivos de sete empresas contratadas pelo setor de defesa, enquanto o Pentágono trabalha para reabastecer os suprimentos.

Além disso, legisladores democratas solicitaram que autoridades do governo prestem depoimentos públicos sob juramento, detalhando os planos da administração republicana para a guerra, incluindo a duração prevista do conflito e as estratégias futuras para lidar com o Irã após o término das operações militares.

Conflito entre EUA, Israel e Irã tem início em fevereiro

Os Estados Unidos e Israel estão envolvidos em um conflito militar contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro. A ofensiva começou com um ataque conjunto que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.

Além do líder, várias autoridades de alto escalão do governo iraniano também foram eliminadas. Durante as operações, os Estados Unidos afirmam ter destruído dezenas de embarcações, sistemas de defesa aérea, aeronaves e outros alvos estratégicos do Irã.

Em resposta, o regime dos aiatolás lançou ataques contra alvos em países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Segundo Teerã, os ataques têm como alvo apenas interesses americanos e israelenses nessas nações.

Conflito no Irã já deixa mais de 1.200 civis mortos

Mais de 1.200 civis perderam a vida no Irã desde o início do conflito, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos. A Casa Branca informou, por sua vez, ao menos sete militares americanos mortos em consequência direta dos ataques iranianos.

O confronto também se espalhou para o Líbano, onde o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou ataques contra o território de Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel intensificou ofensivas aéreas sobre o país vizinho, atingindo o que considera bases do Hezbollah. Desde então, centenas de libaneses também perderam a vida.

Diante da morte de grande parte da liderança iraniana, foi formado um conselho que elegeu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Analistas políticos indicam que Mojtaba deve manter a estrutura atual do regime e dar continuidade às políticas de repressão.

O presidente Donald Trump demonstrou desaprovação à escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmou que deveria ter participado do processo e considerou a ascensão de Mojtaba “inaceitável” para a liderança do Irã.

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