O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo reduziu em 70% o déficit fiscal herdado da gestão anterior, passando de 1,6% para 0,48% do PIB. Segundo ele, o resultado foi alcançado com contenção de despesas e corte de benefícios fiscais. Haddad defendeu a reconstrução das contas públicas como base para um ciclo sustentável de queda dos juros e destacou que a inflação acumulada em quatro anos deve ser a menor da história do Brasil.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29) que o governo conseguiu reduzir de forma significativa o déficit fiscal herdado da gestão anterior e que trabalha para consolidar um ciclo sustentável de queda dos juros no país. Segundo ele, o resultado fiscal de 2025 mostra uma melhora expressiva nas contas públicas, abrindo espaço para crescimento econômico e estabilidade da dívida.
De acordo com Haddad, o governo recebeu um déficit equivalente a 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), considerando falhas na peça orçamentária, o não pagamento de precatórios e reajustes do Bolsa Família que não estavam previstos. Ainda assim, o resultado do último ano apresentou um déficit de apenas 0,48% do PIB.
“Nós herdamos um déficit do governo anterior de 1,6% do PIB. No ano passado, tivemos um déficit de 0,48% do PIB, ou seja, menos de 0,5%. Foi uma redução de 70% do déficit público”, destacou o ministro.
Segundo Haddad, essa redução ocorreu principalmente por meio da contenção de despesas e do corte de benefícios fiscais considerados injustificados. Ele ressaltou que subvenções e subsídios concedidos a grandes empresas foram revistos ao longo do período.
“Foi por contenção de despesa, por um lado, e por corte de gasto tributário, de subvenções e subsídios que não se justificavam mais. Acabamos com muita coisa disso e conseguimos esse resultado”, afirmou.
O ministro também enfatizou que o objetivo do governo é reconstruir as contas públicas, que, segundo ele, não vinham sendo cuidadas desde 2015. Para Haddad, esse esforço é fundamental para garantir um ciclo duradouro de redução da taxa de juros no Brasil.
“Estamos reconstruindo um resultado primário compatível com as necessidades do Brasil. Isso vai permitir que o ciclo de corte de juros, que se inicia agora, tenha sustentabilidade”, disse.
Avaliação de Haddad
Haddad avaliou ainda que os juros atuais estão acima do nível adequado e que a continuidade do ajuste fiscal pode gerar benefícios para a economia, como crescimento e estabilização da dívida pública. Ele citou os mandatos anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como exemplo.
“O Brasil já viveu isso. O presidente Lula herdou uma dívida acima de 60% do PIB e entregou abaixo de 40% do PIB. É esse tipo de instrumento que queremos usar novamente”, declarou.
Sobre a inflação, o ministro afirmou que, apesar de oscilações pontuais, o país deve registrar o menor nível inflacionário acumulado em quatro anos de sua história.
“A inflação, em quatro anos, vai ser a menor da nossa história, de todos os tempos. É isso que conta para saber se tivemos um ciclo virtuoso”, afirmou.
Por fim, Haddad reforçou que o governo seguirá comprometido com o ajuste fiscal, mesmo diante de desafios, para garantir inflação e desemprego em queda, além de juros mais baixos no médio prazo.
“A gente não pode abrir mão de fazer o que precisa ser feito em termos de reconstrução das contas públicas. E isso vai ser feito”, concluiu.
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