O Hamas anunciou nesta sexta-feira (3) que aceita a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a libertação de todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, em troca de um cessar-fogo e de negociações imediatas. Segundo comunicado do grupo, a decisão foi tomada após amplas consultas internas, e o movimento declarou estar pronto para iniciar diálogos com mediação internacional.

Foto: Reprodução
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O Hamas anunciou nesta sexta-feira (3) que aceita a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a libertação de todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, em troca de um cessar-fogo e de negociações imediatas. Segundo comunicado do grupo, a decisão foi tomada após amplas consultas internas, e o movimento declarou estar pronto para iniciar diálogos com mediação internacional.

O acordo proposto por Trump inclui pontos centrais como a retirada gradual das tropas de Israel da Faixa de Gaza, a entrega da administração do território a uma autoridade técnica palestina temporária, com apoio de países árabes e islâmicos, além da entrada massiva de ajuda humanitária.

O Hamas reafirmou que está disposto a aceitar um governo de caráter tecnocrático e de consenso nacional, desde que garantidas as condições de campo, especialmente a retirada militar israelense para posições definidas no plano.

Israel também apoia

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu manifestou apoio à proposta, mas reforçou que Israel continuará com operações militares caso o Hamas não cumpra os compromissos. Estima-se que ainda haja cerca de 48 reféns em poder do grupo, sendo aproximadamente 20 vivos. Todos deveriam ser libertados, tanto os vivos quanto os mortos, dentro do acordo.

Apesar do avanço, permanecem desafios significativos. O Hamas condiciona a entrega dos reféns a garantias sobre a retirada militar, o que pode atrasar a implementação. Além disso, alguns pontos do plano ainda dependem de novas negociações, como o cronograma, a supervisão internacional e a questão da soberania palestina. O prazo dado por Donald Trump para a aceitação do acordo é até domingo, sob ameaça de consequências severas caso não haja adesão.

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