A agência sanitária da União Europeia afirmou que, até o momento, não existem evidências de que a cepa Andes do hantavírus tenha sofrido qualquer mutação após o surto registrado em um cruzeiro internacional. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), as análises preliminares feitas a partir do sequenciamento genético indicam que o vírus continua apresentando o mesmo comportamento já conhecido pelos especialistas

Hantavírus (Foto: Reprodução)
Hantavírus (Foto: Reprodução)

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) informou nesta quarta-feira (13) que, até o momento, não há indícios de que a cepa Andes do hantavírus tenha passado por mutações após o surto registrado em um cruzeiro internacional.

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Hantavírus já foi registrado no interior de SP (Foto: Hudson Amorim / Agência Brasil)

O caso ganhou repercussão mundial depois da morte de três passageiros durante a viagem marítima que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Além das vítimas fatais, outros sete passageiros tiveram diagnóstico confirmado para o vírus.

Entre eles está uma mulher francesa internada em estado grave. Um oitavo caso ainda é tratado como suspeito pelas autoridades de saúde, conforme informações divulgadas pela agência AFP.

Diante da situação, todos os ocupantes do navio foram retirados da embarcação e colocados em quarentena enquanto seguem sendo monitorados pelas equipes sanitárias.

Especialista europeu descarta mudança

As análises iniciais realizadas por especialistas europeus indicam que a cepa Andes do hantavírus continua apresentando o mesmo comportamento já conhecido pelas autoridades sanitárias.

“Todas as sequências obtidas até agora são praticamente idênticas, o que significa que provavelmente houve apenas um único caso de transmissão de um animal infectado para um humano”, acrescentou Hoefer, microbiologista e epidemiologista molecular.

Segundo o microbiologista e epidemiologista molecular, todas as amostras examinadas até agora apresentam características praticamente idênticas, o que reforça a hipótese de que tenha ocorrido apenas um único episódio de transmissão de um animal infectado para um ser humano.

O hantavírus é transmitido principalmente por roedores contaminados. A infecção costuma ocorrer pelo contato com secreções desses animais, como urina, fezes e saliva, consideradas as principais formas de disseminação da doença.

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Testes confirmam cepa Andes

Testes laboratoriais realizados na África do Sul e na Suíça confirmaram que os casos identificados pertencem à cepa Andes do hantavírus, considerada a única variante conhecida com capacidade de transmissão entre seres humanos. Até o momento, não existe vacina ou tratamento específico para a doença.

Segundo as diretrizes do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), os protocolos recomendam quarentena de até 42 dias e monitoramento rigoroso de contatos considerados de alto risco, devido ao período de incubação que pode chegar a seis semanas.

A diretora do ECDC, Pamela Rendi Wagner, alertou que novos casos ainda podem surgir entre os passageiros que permanecem isolados.

“Devido ao longo período de incubação, ainda é possível que apareçam mais casos entre os passageiros que atualmente estão em quarentena. Isso não pode ser descartado”, disse Pamela Rendi Wagner, diretora do ECDC.

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