Em resposta, a Casa Branca declarou que o governo atual tem adotado medidas de apoio às vítimas. Já o Departamento de Justica dos Estados Unidos tornou públicos milhões de páginas do caso, com registros judiciais e provas reunidas pelo FBI.
Hillary Clinton criticou a atuação do governo de Donald Trump em relação aos arquivos do caso Jeffrey Epstein, afirmando que a gestão estaria “acobertando” a divulgação completa dos registros. A declaração foi dada em entrevista à BBC, tornada pública nesta terça-feira (17).
Segundo Clinton, parte dos materiais ainda não veio à tona, o que comprometeria a transparência das investigações. Para ela, a liberação integral dos documentos é essencial para esclarecer os fatos e dar respostas à sociedade. A ex-secretária de Estado também defendeu que todos os citados nos autos cooperem com as autoridades, incluindo o príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor.
3 milhões de páginas
Em posicionamento oficial, a Casa Branca rebateu as críticas e afirmou que a atual administração tem adotado medidas em apoio às vítimas, alegando que houve avanços em comparação a gestões anteriores.
O Departamento de Justica dos Estados Unidos publicou, em janeiro, cerca de três milhões de páginas ligadas ao caso, reunindo processos judiciais e provas obtidas pelo FBI. Epstein havia sido condenado por crimes sexuais e respondia a acusações de operar um esquema internacional de exploração de menores antes de morrer sob custódia, em 2019.
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