Um homem que não teve a identidade revelada foi condenado a mais de 26 anos de prisão pelo assassinato de Gilda Alves de Carvalho, ocorrido em dezembro de 2024, em Pimenta Bueno (RO). O julgamento foi realizado na última quinta-feira (13) e reconheceu o caso como feminicídio.
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) explicou aos jurados por que o crime se enquadra na legislação de feminicídio, lei que classifica como agravante o assassinato cometido contra mulheres em razão do gênero.
A acusação ressaltou que o crime ocorreu dentro da casa onde o casal vivia e que a violência foi motivada pela condição de mulher da vítima.
Crime cometido após discussão
Durante a sessão, o MP-RO detalhou que o homicídio foi desencadeado após uma discussão na cozinha da residência.
Segundo o processo, a vítima foi agredida com chutes e golpes de tijolo na cabeça. Em seguida, o agressor utilizou uma faca para feri-la no peito.
No dia seguinte ao crime, o próprio autor procurou a Delegacia de Polícia, órgão responsável por registrar ocorrências e conduzir investigações, confessou o homicídio e levou os policiais até o imóvel.
O corpo de Gilda foi encontrado nos fundos da casa. Exames periciais e depoimentos confirmaram a dinâmica apresentada pela acusação.
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