O autor do crime em Planaltina enviou um áudio ao filho confessando o assassinato de Luana Moreira enquanto transportava o corpo da vítima até a delegacia. Em depoimento oficial, Wellington Rezende detalhou a emboscada motivada pela recusa da ex-mulher em reatar o relacionamento de vinte anos. A Polícia Civil anexou as gravações ao inquérito, destacando a ausência de remorso e a frieza do investigado durante a descrição dos fatos.

Wellington Rezende e Luana Moreira tiveram um relacionamento de mais de 20 anos || Reprodução: Redes Sociais
Wellington Rezende e Luana Moreira tiveram um relacionamento de mais de 20 anos || Reprodução: Redes Sociais

Novos desdobramentos sobre o assassinato de Luana Moreira, de 41 anos, expõem a frieza do ex-companheiro Wellington Rezende Silva, de 43 anos, após o crime cometido em Planaltina, no Distrito Federal. Enquanto dirigia em direção à 16ª Delegacia de Polícia com o corpo da ex-esposa dentro do seu carro, o criminoso gravou e enviou uma mensagem de áudio para o filho. Na gravação, o motorista de aplicativo admite a autoria do crime e tenta justificar sua conduta alegando sofrimento pessoal, antes de se entregar à polícia.

Mensagem de Wellington Rezende Silva ao filho

A prova obtida pelos investigadores revela o exato momento em que o homem comunica a tragédia ao filho. Na gravação, Wellington utiliza um tom de voz que indica a consciência do ato ao afirmar que teria cometido um erro grave e que estava a caminho da delegacia para se entregar.

Fiz merda, matei sua mãe, cara. Tô aqui me entregando na delegacia. Matei sua mãe dentro do carro. Desculpa, meu filho, não aguentei, sofrimento demais”, disse Wellington no áudio.

Assista o vídeo:

Comportamento na delegacia

A postura do investigado perante as autoridades também chamou a atenção na delegacia. Durante o depoimento, Wellington não demonstrou remorso e detalhou como aconteceu a discussão que precedeu os golpes de faca.

De acordo com o Metrópoles, Wellington relatou que, buscou a manicure com o pretexto de uma possível reconciliação entre o casal e, ao ouvir a resposta negativa da ex-mulher, decidiu atacá-la.

Investigação

O caso, que já era tratado como feminicídio por conta da emboscada e motivo fútil, ganha novos desdobramentos com a inclusão dos arquivos de áudio no inquérito. Wellington permanece sob custódia do sistema prisional e o material coletado reforça a tese de premeditação defendida pela acusação.

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