Uma mulher foi encontrada morta dentro de uma residência na região do Jardim Guanhembu, na zona sul de São Paulo, após o companheiro enviar uma mensagem ao irmão afirmando ter tirado a vida dela. Horas depois, policiais localizaram o casal sem vida dentro do imóvel, nesta sexta-feira (05).
Uma mulher foi encontrada morta dentro de uma residência na região do Jardim Guanhembu, na Zona Sul de São Paulo, após o companheiro enviar uma mensagem ao irmão afirmando ter tirado a vida dela. Horas depois, policiais localizaram o casal sem vida dentro do imóvel, nesta sexta-feira (5).
Caso aconteceu em uma residência no Jardim Guanhembu, na zona sul de São Paulo. Foto: Reprodução / Bacci Notícias.
Segundo informações obtidas pelo Bacci Notícias, o caso foi registrado inicialmente como homicídio e é investigado pela 6ª Delegacia de Defesa da Mulher de Santo Amaro. A descoberta ocorreu após um familiar acionar a polícia ao perder contato com o suspeito depois da mensagem enviada pelo WhatsApp.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para verificar uma possível ocorrência de violência doméstica em um imóvel localizado na Avenida Antônio Ramos Júnior.
Ao chegarem ao endereço, os agentes fizeram contato com familiares e entraram na residência. Em um quarto no segundo pavimento, encontraram Chayene Fernandes Silva caída ao solo, sem sinais vitais. No mesmo cômodo estava Tiago de Souza Cruz, também sem vida.
Mensagem enviada ao irmão revelou crime
Em entrevista ao Bacci Notícias, o 1º Tenente Vilela, do 27º Batalhão da Polícia Militar, afirmou que a corporação foi acionada após o irmão do suspeito receber uma mensagem preocupante.
Segundo o policial, Tiago informou ao familiar que havia matado Chayene e que também atentaria contra a própria vida*. Após o envio da mensagem, não houve mais contato.
“Ele mandou uma mensagem para o irmão falando que tinha matado a Chayene e depois ele ia se matar. A partir daí não teve mais comunicação”, afirmou o tenente.
Ainda segundo o policial, quando as equipes chegaram ao imóvel, os dois já estavam sem vida.
Arma pertencia ao pai da vítima
Durante a perícia, foi localizada uma pistola calibre .40 ao lado do corpo do suspeito. De acordo com o tenente, a arma pertencia ao pai da vítima, um ex-policial militar. Conforme relato obtido pelos investigadores, o armamento e as munições eram guardados separadamente, mas o suspeito sabia onde estavam.
“A arma era particular do pai da vítima. Parece que ele sabia onde estava o armamento, reuniu as munições e efetuou o disparo”, explicou Vilela.
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Segundo a Polícia Militar, Chayene apresentava um ferimento causado por disparo de arma de fogo na cabeça. Já Tiago teria atirado contra a própria boca.
Motivação ainda é desconhecida
A investigação segue em andamento e, até o momento, não foram encontrados registros anteriores de violência envolvendo o casal. O próprio tenente afirmou que conversou com a delegada responsável pelo caso e que não havia histórico de ocorrências relacionadas aos dois.
“Não tem histórico de violência dele, nem do casal. A gente não sabe qual foi o gatilho que levou ele a isso”, declarou.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames devem auxiliar na reconstituição da dinâmica dos fatos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
*O suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la com ajuda médica. Conte também com o CVV pelo telefone 188.
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