A Justiça de Minas Gerais converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Kauã Bryan de Oliveira da Rocha, de 21 anos, suspeito de matar uma mulher trans com ao menos 25 facadas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada na última segunda-feira (06), durante audiência de custódia.

Giselly Mattarazzo, Wal. (Reprodução / redes sociais)
Giselly Mattarazzo, Wal. (Reprodução / redes sociais)

A Justiça de Minas Gerais converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Kauã Bryan de Oliveira da Rocha, de 21 anos, suspeito de matar uma mulher trans com ao menos 25 facadas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Polícia Militar de Minas Gerais (Foto: Reprodução)

A vítima, de 45 anos, era conhecida como Giselly Mattarazzo ou Wal. O crime ocorreu na casa dela, no bairro Carajás, no último sábado (04). As informações são da Itatiaia, que falou com o suspeito. A conversão da prisão ocorreu na última segunda-feira (06), durante audiência de custódia.

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Suspeito confessou o crime

Segundo a Polícia Militar, vizinhos acionaram a corporação após perceberem a situação. No imóvel, os policiais encontraram Wal morta sobre a cama, com pelo menos 25 perfurações provocadas por faca e sinais de queimaduras nos cabelos. A perícia apreendeu a faca utilizada no crime e dois isqueiros. De acordo com a investigação, o suspeito tentou incendiar o corpo da vítima após o homicídio.

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Kauã Bryan foi localizado no mesmo bairro. Conforme a PM, ele havia sido agredido por moradores e encontrado amarrado a uma placa de trânsito. Após receber atendimento médico, foi preso em flagrante. Durante a abordagem, os policiais encontraram com ele um celular e um cartão bancário que pertenciam à vítima.

Suspeito apresentou versão à polícia

Em entrevista, Kauã afirmou que conheceu Wal em uma adega, onde ambos consumiram bebidas alcoólicas e cocaína. Segundo ele, a vítima o convidou para ir até a residência. O suspeito alegou que, durante o encontro, Wal tentou praticar atos sexuais sem seu consentimento ao tentar desabotoar sua calça. Ele disse que reagiu desferindo diversos golpes de faca.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, o homem permaneceu na residência por várias horas após o crime e, ao perceber a gravidade da situação, tentou incendiar o corpo antes de deixar o imóvel.

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Justiça destacou gravidade do crime

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz Elexander Camargos Diniz destacou a violência empregada no homicídio e o comportamento do investigado após o crime.

Na decisão, o magistrado ressaltou que, além de tentar destruir vestígios ao atear fogo no corpo da vítima com isqueiros, Kauã também teria levado o celular e o cartão bancário de Wal antes de deixar o local.

Segundo a decisão, o suspeito ainda seguiu para uma distribuidora de bebidas, onde continuou consumindo álcool após o homicídio. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura todas as circunstâncias do crime.

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