Gerson de Melo Machado, de 19 anos, jovem que morreu após invadir o recinto de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa (PB), mantinha um vínculo afetivo profundo com animais. Segundo a conselheira tutelar Verônica Oliveira, que o acompanhou por oito anos, ele demonstrava grande fascínio por leões desde a adolescência.
Gerson de Melo Machado, de 19 anos, jovem que morreu após invadir o recinto de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa (PB), mantinha um vínculo afetivo profundo com animais. Segundo a conselheira tutelar Verônica Oliveira, que o acompanhou por oito anos, ele demonstrava grande fascínio por leões desde a adolescência.
Em um depoimento emocionante publicado nas redes sociais, Verônica relatou que Gerson cresceu sem apoio familiar e tinha o sonho de viajar até a África para “cuidar e domar leões”.
Em um dos episódios mais delicados mencionados por ela, o jovem tentou entrar em um avião clandestinamente no aeroporto. À época, ele foi avistado pelas câmeras de segurança antes que se ferisse.
No relato compartilhado, a conselheira reproduziu falas dele e descreveu a situação:
“Você dizia a mim que ia pegar um avião para ir a um safari na África para cuidar dos leões. Você ainda tentou, e agradeci a Deus quando fui avisada pelo aeroporto que você havia cortado a cerca e entrado no trem de pouso do avião da Gol. Dei graças a Deus porque observaram, pelas câmeras, que havia um adolescente ali antes que uma desgraça acontecesse.”
Verônica também lamentou a morte do jovem, associando a tragédia ao histórico de desamparo:
“A história dele é a de um menino que só queria conhecer a África para domar leões. Ele percebeu tarde demais que a leoa não era uma gata e que não é possível domar um leão sem conhecimento técnico. Mas ele não tinha juízo suficiente para entender isso.”
Entenda o caso
Gerson invadiu o recinto de uma leoa na tarde deste domingo (30), no Zoológico da Bica, equipamento que integra o parque. De acordo com a Prefeitura de João Pessoa, o jovem escalou uma parede com mais de 6 metros, ultrapassou as grades de proteção e entrou na área do animal, utilizando uma árvore como apoio.
Em nota oficial, a administração municipal afirmou que iniciou a apuração das circunstâncias do caso, prestou solidariedade à família da vítima e reforçou que o zoológico opera em conformidade com as normas técnicas e protocolos de segurança.
