O CREF18 desmentiu que Pedro Junior, homem preso por agredir a ex-namorada com mais de 100 socos no Pará, seja personal trainer. O órgão afirmou que ele não possui registro profissional e repudiou o crime. A vítima, Alciele Alencar, permanece internada em estado grave, enquanto o agressor cumpre prisão preventiva.

 Homem que agrediu companheira com 100 socos não era personal, diz conselho (Foto: Redes Sociais)
Homem que agrediu companheira com 100 socos não era personal, diz conselho (Foto: Redes Sociais)

Após o caso de Alciele de Almeida Alencar, de 31 anos, vir à tona — após ela ser espancada pelo ex-namorado Pedro Junior com mais de 100 socos —, o Conselho Regional de Educação Física da 18ª Região (Pará e Amapá) resolveu emitir uma nota nesta sexta-feira (6).

O conselho afirmou que o acusado do crime em Tomé-Açu, no nordeste do Pará, não é um personal trainer, apesar de ele se intitular como tal nas redes sociais. Foram realizadas consultas nos registros oficiais e Pedro nunca integrou o quadro de profissionais habilitados da área.

“O CREF18/PA-AP informa que, após verificação em seus registros oficiais, constatou-se que a pessoa citada nas reportagens não possui registro profissional ativo e não integra o quadro de profissionais de Educação Física regularmente inscritos neste Conselho”, informou a entidade.

No documento, o CREF manifestou solidariedade à vítima e repudiou qualquer tipo de violência contra a mulher. Além disso, afirmou que o uso indevido da denominação “personal trainer”, sem ser uma pessoa habilitada na educação física, pode ser considerado crime.

“O Conselho Regional de Educação Física da 18ª Região manifesta total apoio e solidariedade à vítima e aos seus familiares e repudia veementemente todas as formas de violência contra a mulher, reafirmando seu compromisso com a ética, o respeito, a legalidade e a defesa da sociedade”, concluiu.

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Homem segue preso

Pedro Júnior foi preso na última segunda-feira e passou por audiência de custódia na quarta, quando teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva.

Ele foi encaminhado para uma unidade prisional administrada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e segue à disposição da Justiça. Enquanto isso, Alciele segue internada em estado grave.

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