O caso do assassinato de Geniane Pereira, ocorrido em abril deste ano em Pontal, no interior de São Paulo, voltou a repercutir após a divulgação do depoimento de Cleomar Borges Gomes, de 53 anos, acusado de matar a jovem com oito facadas.

Suspeito de matar a jovem (Foto: Reprodução)
Suspeito de matar a jovem (Foto: Reprodução)

O caso do assassinato de Geniane Pereira, morta pelo pai de sua amiga, ocorrido em abril deste ano em Pontal, no interior de São Paulo, voltou a repercutir após a divulgação do depoimento de Cleomar Borges Gomes, de 53 anos. Ele é acusado de matar a jovem com oito facadas.

Jovem morta (Foto: Reprodução)

Jovem morta (Foto: Reprodução)

Durante interrogatório, Cleomar confessou o crime e afirmou que teria decidido atacar a vítima após descobrir que ela o chamava de “velho safado”. A versão apresentada pelo suspeito, no entanto, contrasta com as conclusões da investigação, que apontam um feminicídio premeditado motivado por obsessão e inconformismo com a rejeição da jovem.

A Justiça já aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou o acusado réu no processo.

Confissão durante depoimento

Segundo o depoimento, Cleomar afirmou que carregava ressentimentos após uma discussão anterior com Geniane e que decidiu confrontá-la ao encontrá-la no dia do crime.

De acordo com sua versão, ele teria esperado a passagem da vítima para questioná-la sobre as supostas ofensas.

Após a abordagem, o acusado admitiu ter atacado a jovem com uma faca.

Ainda durante o interrogatório, Cleomar relatou que deixou o local de bicicleta depois de ouvir pessoas gritando por socorro.

Investigação aponta crime premeditado

A Polícia Civil e o Ministério Público sustentam uma versão diferente da apresentada pelo acusado.

Conforme as investigações, Cleomar monitorava a rotina da vítima, realizava perseguições frequentes e chegou a enviar mensagens ameaçadoras antes do assassinato.

Para os investigadores, o crime foi planejado e executado após um período de comportamento obsessivo por parte do suspeito.

Segundo o Ministério Público, o feminicídio teve como motivação um sentimento de posse e a incapacidade do acusado de aceitar a rejeição da jovem.

Crime foi registrado por câmeras

Geniane Pereira foi atacada enquanto caminhava para o trabalho acompanhada de uma amiga, que é filha do próprio acusado.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da agressão e reforçaram os elementos reunidos pela investigação.

A vítima foi atingida diversas vezes, com ao menos nove perfurações. Ela chegou a ser socorrida e levada à Santa Casa de Pontal, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado como feminicídio e segue sob investigação das autoridades, que trabalham para localizar o autor do crime.

O caso provocou forte comoção entre moradores da cidade e ganhou repercussão nacional.

Prisão e acusações

Após cometer o crime, Cleomar fugiu de Pontal e permaneceu foragido por cinco dias.

Ele foi localizado e preso em Ribeirão Preto, também no interior paulista.

O acusado responderá por feminicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele também foi denunciado pelo crime de ameaça.

A Justiça manteve a prisão preventiva do réu, que permanecerá detido enquanto o processo avança para a fase de instrução.

Caso seja condenado, Cleomar poderá ser julgado pelo Tribunal do Júri.

Vídeos curtos

Mais lidas