O homem acusado de matar e concretar o corpo da jovem Aline Cristina de Lira, de 24 anos, em sua própria casa no ABC Paulista, foi preso nesta quinta-feira (23) no sertão da Paraíba. Francisco Iranildo estava foragido desde o crime e se escondia em uma área de mata de difícil acesso. A vítima, conhecida como “Loira do ABC”, desapareceu em setembro após marcar um encontro com o suspeito. O corpo foi encontrado um mês depois, sob o piso da residência dele. Francisco foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Homem que matou e concretou a 'Loira do ABC' é preso
Homem que matou e concretou a 'Loira do ABC' é preso

Francisco Iranildo Henrique dos Santos, de 47 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (23), suspeito de assassinar e enterrar o corpo da garota de programa Aline Cristina de Lira, de 24 anos, conhecida como “Loira do ABC”, debaixo do piso de sua própria casa, em São Bernardo do Campo (SP).

Foragido desde o crime, Francisco foi localizado em São José de Caiana, no sertão da Paraíba, após uma operação conjunta entre as polícias civis da Paraíba e de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, ele foi encontrado durante uma ação do 13º Batalhão em uma região de caatinga e serra, de difícil acesso e com poucas residências. O suspeito se escondia na mata durante a maior parte do tempo e só saía à noite para se alimentar na casa de familiares.

Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara do Júri de São Bernardo do Campo. Francisco não resistiu à prisão e foi levado à delegacia local, devendo ser transferido para São Paulo nos próximos dias.

Testemunha falou sobre o crime

O BacciNotícias conversou com Vanilton Cabralvizinho que conhecia o suspeito do crime. Ele contou que o homem sempre foi visto como alguém calmotrabalhador e de bom convívio.

“Ele se mostrava um cara do bem, nunca teve problema com ninguém. Para todos nós isso foi uma novidade”, relatou.

Segundo Vanilton, o imóvel foi comprado recentemente pelo suspeito e passou por reformas, nas quais, a própria Aline chegou a ajudar. A casa, até então, não levantava suspeitas.

Ele seguia a vida de forma normalBrincava com meus filhos, que o chamavam de ‘tio Paraíba’, e tratava todos muito bem. Pouco antes de desaparecer, estava sorridente e brincalhão com as crianças”, disse.

A testemunha destacou ainda que o homem não sabia ler e sequer respondia mensagens de “bom dia” no WhatsApp, comportamento que reforçava sua imagem de simplicidade. “Era uma pessoa normaltrabalhadora, que não despertava desconfiança”, afirmou.

De acordo com Vanilton, a polícia chegou a ir no local dias antes, logo após a família registrar o desaparecimento de Aline, mas não encontrou nada. Na nova vistoria, com apoio da perícia, os investigadores perceberam que parte do piso feito recentemente reformado. A desconfiança levou à escavação, quando foi encontrado o corpo concretado.

Relembre o caso

Aline Cristina desapareceu no dia 8 de setembro, após dizer à família que se encontraria com um homem identificado como “Gil”, que se apresentava como policial, durante as investigações descobriram que na verdade o nome dele era Francisco. Câmeras de segurança mostraram a jovem embarcando em um carro de aplicativo em Santo André e seguindo para São Caetano do Sul, onde se encontrou com o suspeito, conhecido pelo apelido de “Paraíba”.

Um mês depois, as investigações levaram os agentes até a casa de Francisco, na Rua Pedro Setti, em São Bernardo do Campo. No local, a polícia percebeu que parte do piso do quarto havia sido recentemente concretado. Com apoio da prefeitura, o trecho foi escavado e o corpo da vítima foi encontrado em avançado estado de decomposição.

Aline, que trabalhava como acompanhante na região do ABC Paulista, foi morta e teve o corpo ocultado dentro da própria residência do suspeito. Após o crime, Francisco fugiu da cidade.

O caso segue sob investigação da equipe de Homicídios do DEIC de São Bernardo do Campo. O suspeito foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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