Ana Paula Abreu Carneiro, fonoaudióloga de 33 anos, foi brutalmente assassinada a facadas pelo marido, Lucas França Rodrigues, em Sinop (MT). Após o crime, Lucas confessou o assassinato enviando fotos da vítima à cunhada e ao irmão. O caso ganhou um novo e chocante desdobramento quando o pai do suspeito entregou à polícia um laudo médico que atesta que o filho é diagnosticado com esquizofrenia. A polícia investiga se a motivação do crime foi uma discussão que o casal teve sobre um estudo teológico.
O crime bárbaro que vitimou a fonoaudióloga Ana Paula Abreu Carneiro, de 33 anos, em Sinop (MT), no último domingo (24), ganhou um novo capítulo. Após a prisão de Lucas França Rodrigues, de 22 anos, suspeito de ter matado a própria esposa a facadas, o pai do rapaz compareceu à delegacia no interior do Mato Grosso, na manhã da última segunda-feira (25), para entregar um laudo médico atestando que o filho é diagnosticado com esquizofrenia. Ele ainda informou que o suspeito já foi internado em clínicas psiquiátricas.
Confissão chocante
O corpo de Ana Paula foi encontrado com cerca de 15 a 20 perfurações no pescoço, tronco, abdômen e pernas. Segundo a Polícia Civil, após cometer o crime, Lucas enviou fotos da vítima para a cunhada e para o próprio irmão, confessando o feminicídio.
Quando a polícia o encontrou, Lucas estava no quarto do casal em estado de surto psicótico e precisou ser contido. Em um story no Instagram, ele ainda publicou a frase “tudo já está bem” após o crime.
Motivação
A delegada Renata Evangelista revelou que, em depoimento, Lucas disse ter tido uma discussão sobre escatologia (estudo teológico) com Ana Paula um dia antes do crime. A vítima não concordava com o envolvimento dele no tema, o que a polícia investiga como possível motivação. “Lucas não conseguiu e não quis explicar o porquê disso”, disse a delegada.
Natural de Brasília, Ana Paula era servidora pública e estava cursando mestrado na FGV. Com mais de 120 mil seguidores, ela demonstrava nas redes sociais ser uma defensora dos animais e costumava fazer declarações apaixonadas para Lucas. Quatro dias antes de ser assassinada, ela o homenageou com uma publicação.
A polícia ainda investiga se o crime foi motivado pela discussão religiosa ou por outro motivo, e se o pedido de exoneração de Ana Paula de seu cargo na Secretaria Estadual de Saúde do Distrito Federal, feito em julho, tem alguma relação com o suspeito.
