Um urologista foi condenado por negligência após cortar acidentalmente o pênis de um paciente de 35 anos durante uma cirurgia de aumento peniano. O erro médico resultou na perda da função sexual e em grave trauma físico e psicológico para o homem.
Um urologista foi condenado por negligência após cortar acidentalmente o pênis de um paciente de 35 anos durante uma cirurgia de aumento peniano em 2020, no distrito de Gangnam, em Seul, na Coreia do Sul. O erro médico resultou na perda da função sexual e em grave trauma físico e psicológico para o homem.
O erro e o veredito da Justiça
O acidente ocorreu durante a terceira cirurgia do paciente, quando o médico cortou completamente o corpo cavernoso e quase todo o corpo esponjoso, tecido que envolve a uretra. A falha aconteceu porque um implante artificial de procedimentos anteriores havia se fundido ao corpo cavernoso, uma condição conhecida como “adesão“.
Em sua defesa, o médico alegou que não era possível prever os danos e que informou o paciente sobre os riscos. No entanto, em um veredito de agosto deste ano, o tribunal de Seul concluiu que houve negligência e violação do dever de cuidado e informação.
“Em um caso com adesão grave, a dissecção deveria ter sido interrompida antes de causar lesão… A tentativa de dissecção, apesar da baixa visibilidade da anatomia peniana, levou à lesão”, afirmou o tribunal.
A Justiça também ressaltou que “existe a possibilidade de que o paciente teria recusado a cirurgia se os riscos tivessem sido explicados adequadamente”. Como resultado, o urologista foi multado em aproximadamente R$ 26 mil por negligência e condenado a pagar uma indenização de R$ 96 mil, decisão da qual ele recorreu.
