Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, os três instrutores presos preventivamente pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas em Limeira (SP), foram transferidos do CDP de Piracicaba para o CDP II de Guarulhos por motivos de segurança nesta terça-feira (16). Em depoimento, o trio alegou não saber explicar a falha que causou a queda de 40 metros da jovem. A defesa contesta o indiciamento por dolo eventual e busca um habeas corpus.

Maria Eduarda morreu ao saltar de bungee jump
Maria Eduarda morreu ao saltar de bungee jump

O trio de instrutores envolvidos na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), foi transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba para o CDP II de Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta terça-feira (16).

A mudança teve como foco garantir a segurança dos três, conforme explicou o advogado de defesa. Os suspeitos, identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, seguem presos desde o sábado, dia da tragédia. Após a prisão em flagrante, a Justiça converteu a detenção em preventiva já no domingo.

(Foto: Redes Sociais)

(Foto: Redes Sociais)

Interrogatório policial

Durante depoimento à Polícia Civil, o trio admitiu não saber explicar o erro que resultou na morte da jovem. Luis Felipe e Maicon disseram ser os responsáveis pela preparação das cordas, mas não conseguiram detalhar como dividiram as tarefas.

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Já Vitor afirmou que foi chamado apenas para ajudar a levantar a vítima e apontou que não há explicação para o sumiço da câmera que estava com Maria Eduarda na hora do salto.

O advogado dos instrutores informou que vai pedir habeas corpus e declarou discordar da acusação de dolo, ressaltando que os envolvidos não teriam assumido o risco do resultado fatal. Segundo ele, os três têm longa experiência no esporte e o caso seria uma “triste fatalidade”.

Valores cobrados

O salto aconteceu em um evento informal com cerca de 100 participantes, promovido por grupos que ofereciam experiências de rope jump a 40 metros de altura por R$ 180.

Maria Eduarda escolheu a modalidade “aviãozinho”, onde é lançada pelos instrutores. Imagens mostram os três conduzindo a jovem até a borda e a arremessando para frente.

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O grupo ainda tinha saltos agendados para Rio Claro e Minas Gerais, com valores entre R$ 210 e R$ 250. A gravação dos saltos era cobrada à parte por R$ 110.

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