O Ibovespa registrou novo recorde histórico nesta segunda-feira (27), ao fechar em 146.969 pontos, alta de 0,55%, impulsionado pelo encontro entre Lula e Donald Trump na Malásia, que reacendeu expectativas de um acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos.
O dólar comercial caiu 0,42%, encerrando o dia cotado a R$ 5,37, influenciado também por leilões do Banco Central que ampliaram a oferta da moeda no mercado.
Entre as ações que mais se destacaram no pregão estão Usiminas (+10,5%), Marfrig (+6,45%) e Magazine Luiza (+5,45%).
Apesar do otimismo, as tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros continuam valendo, embora Lula tenha afirmado que espera uma solução “em poucos dias”.
No cenário global, as Bolsas dos EUA também subiram, com destaque para o Nasdaq (+1,86%), em meio às negociações entre Trump e Xi Jinping, que alimentam a expectativa de um novo acordo comercial.
O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (27) com alta de 0,55%, atingindo 146.969,09 pontos, o maior fechamento da história da Bolsa de Valores brasileira. O movimento de otimismo ocorreu após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Kuala Lumpur, que reacendeu expectativas de avanço nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
No câmbio, o dólar comercial recuou 0,42%, sendo negociado a R$ 5,37. A moeda norte-americana acumula queda de 13,1% frente ao real neste ano, apesar da leve alta registrada em outubro.

Ibovespa (Redes
Sociais)
Destaques do mercado
Durante a manhã, o Ibovespa chegou à máxima intradiária de 147.976,98 pontos, antes de perder ritmo no fim do pregão.
O bom humor dos investidores foi impulsionado principalmente pelas ações da Usiminas (USIM5), que dispararam 10,5%, em meio às expectativas de revisão tarifária com os EUA. Marfrig (MRFB3) e Magazine Luiza (MGLU3) também se destacaram, com ganhos de 6,45% e 5,45%, respectivamente.
Reação política e econômica
Apesar do clima positivo, as tarifas impostas por Trump aos produtos brasileiros permanecem em vigor. Em entrevista após a reunião, Lula afirmou ter questionado o “tarifaço” de 50% sobre as exportações nacionais e prometeu uma solução “em poucos dias”.
No cenário interno, o Relatório Focus reduziu as projeções para a inflação de 2025, com o IPCA estimado em 4,56%, próximo ao teto da meta do Conselho Monetário Nacional (4,5%). Segundo Antonio Patrus, diretor da Bossa Invest, “a redução das projeções reforça a percepção de estabilidade, mesmo com a Selic mantida em 15%”.
Atuação do Banco Central e cenário global
O Banco Central vendeu US$ 1 bilhão à vista e ofertou 20 mil contratos de swap cambial reverso, injetando liquidez e contribuindo para a desvalorização do dólar.
No exterior, as conversas comerciais entre EUA e China também influenciaram o bom desempenho dos mercados. Em Nova York, os principais índices fecharam em alta: Nasdaq (+1,86%), S&P 500 (+1,23%) e Dow Jones (+0,71%), impulsionados pela expectativa de um acordo entre Trump e Xi Jinping ainda nesta semana.
