Imagens de segurança registraram o momento em que manifestantes indígenas chegaram ao terminal da Cargill em Santarém, no Pará, dando início a uma ocupação que interrompeu as operações no local. O episódio ocorreu na sexta-feira (20) e seguiu repercutindo ao longo do fim de semana.
Imagens de segurança registraram o momento em que manifestantes indígenas chegaram ao terminal da Cargill em Santarém, no Pará, dando início a uma ocupação que interrompeu as operações no local. O episódio ocorreu na sexta-feira (20) e seguiu repercutindo ao longo do fim de semana.
Segundo a empresa, os manifestantes entraram no espaço privado e a movimentação levou à paralisação das atividades. Funcionários foram retirados por segurança enquanto a companhia passou a monitorar a situação junto às autoridades.
O protesto faz parte de uma mobilização liderada pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns, que contesta o Decreto nº 12.600. A norma autoriza estudos para concessão de hidrovias à iniciativa privada, incluindo o rio Tapajós, o que, segundo os indígenas, pode ameaçar territórios e modos de vida tradicionais.
Em carta divulgada após a ocupação, os manifestantes afirmaram que os rios da Amazônia são fonte de sustento e identidade para as comunidades e não deveriam ser tratados apenas como rotas de exportação.
A Cargill declarou que o conflito decorre de uma disputa entre comunidades indígenas e o governo federal e ressaltou preocupação com a segurança de funcionários e manifestantes. A empresa também informou manter diálogo com autoridades para buscar uma solução que permita a retomada segura das operações.
Em nota, a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) repudiou os atos de violência e revelou que “envolveram destruição de equipamentos, danos às estruturas operacionais, ameaças a trabalhadores e restrição de liberdade por horas, com risco à integridade física dos envolvidos”. A entidade também manifestou solidariedade à Cargill e solicita às autoridades a adoção imediata das medidas necessárias para:
Até o momento, não há registro oficial de feridos. O governo federal informou que acompanha a mobilização e defende o direito a manifestações pacíficas, enquanto discute mecanismos de consulta às comunidades afetadas.