Disha vive no Reino Unido há anos e já havia enfrentado problemas legais, incluindo condenação criminal e perda da cidadania britânica por suspeita de fraude. Mesmo assim, o caso voltou à Justiça, que analisou os impactos que uma eventual deportação poderia causar à criança.

Klevis Disha (Foto: Reprodução)
Klevis Disha (Foto: Reprodução)

O cidadão albanês Klevis Disha, de 39 anos, conseguiu permanecer no Reino Unido após uma longa disputa judicial marcada por um argumento inusitado. Durante o processo, ele alegou que o filho, de 11 anos, não poderia deixar o país por não se adaptar à alimentação em outras nações, especialmente por não gostar de nuggets de frango fora da Inglaterra.

A trajetória de Disha no país começou em 2001, quando ele chegou ao território britânico ainda adolescente, sem a companhia de responsáveis legais. Poucos dias após sua chegada, solicitou asilo político, apresentando informações falsas sobre sua identidade e origem.

Inicialmente, o pedido foi rejeitado pelas autoridades, que não consideraram comprovado o risco de perseguição alegado. O caso, no entanto, seguiu em tramitação por alguns anos após recurso da defesa.

Somente em 2005, após o longo processo, o imigrante obteve autorização para permanecer de forma definitiva no Reino Unido, encerrando a disputa judicial que se estendeu por cerca de quatro anos.

Condenação aumentou risco de deportação

Klevis Disha constituiu família no Reino Unido, onde se casou e teve três filhos. No entanto, sua situação voltou a se complicar em 2017, quando foi flagrado com cerca de 250 mil libras em dinheiro vivo. Sem conseguir comprovar a origem da quantia, investigações apontaram que o valor estaria ligado a atividades ilícitas.

Diante disso, ele foi condenado a dois anos de prisão. A pena trouxe consequências ainda mais sérias por se tratar de um estrangeiro, já que, pela legislação britânica, sentenças superiores a um ano podem resultar em deportação.

A situação se agravou em 2019, quando a então Secretária do Interior, Priti Patel, decidiu revogar sua cidadania britânica. A justificativa foi de que o documento teria sido obtido de forma irregular, o que abriu caminho para novas medidas legais contra o imigrante.

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