O influenciador baiano Ramhon Dias foi preso nesta terça-feira (31), em São Paulo, durante uma operação da Polícia Federal que investiga tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

Baiano foi detido nesta terça (31); investigação aponta esquema com drogas, armas e movimentação financeira ilegal. Foto: Divulgação / Redes sociais.
Baiano foi detido nesta terça (31); investigação aponta esquema com drogas, armas e movimentação financeira ilegal. Foto: Divulgação / Redes sociais.

O influenciador baiano Ramhon Dias foi preso nesta terça-feira (31), em São Paulo, durante uma operação da Polícia Federal que investiga tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 33 mandados judiciais, sendo 13 de prisão e 20 de busca e apreensão.

As ações ocorreram em cidades da Bahia, como Camacan, Itabuna e Salvador, além de outros estados, incluindo Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe e São Paulo.

Prisões anteriores de Rahmon Dias

Esta não é a primeira vez que Ramhon Dias é preso. Ele já havia sido detido em setembro de 2024, durante a primeira fase de uma operação da Polícia Civil da Bahia que investigava lavagem de dinheiro ligada a rifas ilegais.

Posteriormente, voltou a ser preso em abril de 2025, na segunda fase da mesma operação, chamada “Falsas Promessas”, que apurava a atuação de influenciadores em um esquema milionário.

As investigações indicaram que o grupo movimentava grandes quantias de dinheiro e utilizava as redes sociais para divulgar as atividades ilegais.

Na operação mais recente, o influenciador foi localizado em São Paulo e preso. Segundo a PF, alguns investigados continuavam atuando no esquema mesmo com ordens judiciais em aberto.

Até o momento, não há posicionamento público da defesa.

Operação começou na Bahia

As investigações tiveram início há cerca de dois anos, em Camacan, no sul da Bahia, e identificaram a atuação do grupo em diferentes regiões do país.

Segundo a polícia, o esquema envolvia envio de drogas e armas do Rio de Janeiro para a Bahia, além da movimentação de dinheiro e entorpecentes no sentido inverso.

Também foram encontradas fazendas usadas para o cultivo de maconha, com estrutura profissional e capacidade de produção contínua.

A Polícia Federal aponta ainda que o grupo utilizava contas bancárias de terceiros para ocultar a origem do dinheiro obtido com atividades ilegais.

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