A influenciadora baiana Emelly Souza afirmou ter vivido uma situação de assédio enquanto visitava pontos turísticos em Barcelona, na Espanha. Segundo ela, o episódio aconteceu durante um passeio próximo à Basílica da Sagrada Família e trouxe à tona um estereótipo que, de acordo com seu relato, muitas brasileiras enfrentam no exterior.

Influenciadora relata assédio em Barcelona, Espanha e questiona estereótipos associados a mulheres brasileiras no exterior. Foto: Divulgação.
Influenciadora relata assédio em Barcelona, Espanha e questiona estereótipos associados a mulheres brasileiras no exterior. Foto: Divulgação.

A influenciadora baiana Emelly Souza afirmou ter vivido uma situação de assédio enquanto visitava pontos turísticos em Barcelona, na Espanha. Segundo ela, o episódio aconteceu durante um passeio próximo à Basílica da Sagrada Família e trouxe à tona um estereótipo que, de acordo com seu relato, muitas brasileiras enfrentam no exterior.

Emelly conta que percebeu uma mudança no comportamento de alguns homens quando ouviram que ela falava português. 

“Eu estava conversando e, quando perceberam que eu era brasileira, começaram comentários mais invasivos. A abordagem ficou mais direta, como se existisse uma ideia prévia sobre como uma brasileira deveria se comportar”, relata.

De acordo com a influenciadora, em um dos momentos um homem tentou justificar a atitude apontando para a roupa que ela usava. 

“Ele disse que a forma como eu estava vestida chamava atenção. Aquilo me marcou porque parecia que a culpa era automaticamente colocada na roupa, não na atitude de quem estava abordando”, afirma.

Estereótipo sobre brasileiras gera debate nas redes

Após compartilhar a experiência que teve na Espanha, nas redes sociais e questionar seus seguidores sobre o episódio, Emelly disse ter se surpreendido com as respostas. 

“Perguntei para as pessoas o que elas achavam e quase 90% disseram que provavelmente a roupa tinha influenciado. Isso me fez refletir sobre como esse pensamento ainda está muito presente”, conta.

Para ela, o caso evidencia como o estereótipo associado à mulher brasileira ainda impacta experiências fora do país. 

“Existe uma ideia de que a brasileira está sempre disponível ou que se veste para provocar. Isso não é verdade e acaba justificando comportamentos que não deveriam ser normalizados”, afirma.

Emelly diz que decidiu tornar o caso público para ampliar o debate.

 “Não é sobre a roupa ou sobre o lugar. É sobre como algumas pessoas ainda usam estereótipos para justificar atitudes que são, no fundo, desrespeitosas”, conclui.

 

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