A influenciadora Dillyene afirma que recebeu um celular com software espião do então namorado, que passou a monitorá-la e a aparecer onde ela estava. Ela terminou o relacionamento após a confissão do homem e optou por não registrar queixa porque ele prometeu não procurá-la mais. O caso reacende o debate sobre vigilância íntima, privacidade e medidas de proteção às vítimas.
A influenciadora e atriz Dillyene relatou ter vivido um relacionamento marcado por controle e vigilância após receber, no início do namoro, um celular “caro” do então parceiro — aparelho que, segundo ela, revelou-se equipado com software espião. Em depoimento publicado nas redes, Dillyene contou que recusou o presente, mas o rapaz insistiu até que ela aceitasse o aparelho. Com o passar dos dias, percebeu comportamentos de ciúme excessivo e aparições do ex em locais onde ela estava.
“Ele começou a falar mal de amigas minhas e, pouco depois, aparecia de surpresa onde eu estava. A desconfiança só aumentou”, relatou. Dillyene diz que o namorado passou a questionar suas saídas, citando relatos de terceiros sobre seus deslocamentos. Para confirmar a suspeita, ela disse ter alegado procurar um técnico — embora, conforme relatou, não tivesse realmente ido — e o homem acabou assumindo que havia instalado um espião no celular.
Com medo da escalada do controle, a influenciadora decidiu terminar a relação. “Eu falei que ia à delegacia. Ele implorou que eu não fosse e prometeu desaparecer da minha vida. Pedi que nunca mais me procurasse e ele cumpriu”, contou. Dillyene afirmou que, por conta dessa promessa e por não querer reabrir o conflito, optou por não registrar boletim de ocorrência.
A artista também ressaltou que perdoar episódios assim poderia abrir espaço para coisas piores. “Não aceito ciúmes doentio, nem falta de confiança. Ele era uma boa pessoa, mas se eu o perdoasse, faria coisa pior”, disse. O relato gerou apoio de seguidores e debate sobre vigilância íntima, tecnologia e prevenção de violência doméstica.
