Uma influenciadora digital viralizou ao revelar que um objeto íntimo foi “sugado” para dentro de seu corpo, exibindo um raio-X da região pélvica. O caso acendeu o alerta do coloproctologista Daniel Brosco, que explicou a alta complexidade desse tipo de acidente. O médico detalhou que o uso de anticoagulantes por pacientes e a posição lateralizada do objeto no intestino podem exigir anestesia geral devido ao risco de hemorragia e perfuração em mucosas friáveis.
A criadora de conteúdo adulto Daniella Motta chamou atenção após gravar um vídeo expondo um acidente íntimo após um plug anal ser “sugado” para dentro de seu corpo.
Em vídeos compartilhados nas redes, ela exibiu a imagem de um exame de raio-X na região pélvica, onde é possível identificar claramente o formato do item alojado.

A criadora de conteúdo destacou a importância de tratar o assunto como um alerta sério. Ela afirmou que decidiu se pronunciar publicamente para evitar que outras pessoas passem pelo mesmo sufoco e busquem entender o funcionamento do próprio corpo.
“Não tem a ver com largura”, explica influenciadora sobre o funcionamento da musculatura pélvica
No vídeo publicado em suas plataformas digitais, a jovem fez questão de desmistificar algumas suposições errôneas enviadas pelo público e explicou o mecanismo biológico por trás do incidente. Segundo ela, o sumiço do brinquedo ocorreu devido a um processo puramente anatômico e involuntário do organismo.
“Vamos lá, gente. Apesar das brincadeiras, né, que vocês estão fazendo… Eu até tô curtindo assim, porque o povo tem muita criatividade. Mas é real, isso aqui fica de alerta, né, para que não aconteça. É… sim, aconteceu. O objeto ele foi sugado para dentro, e isso não tem nada a ver com largura, com… não tem nada a ver, gente. Acontece, quando a musculatura relaxa, pode ser sugado as coisas. Então, né, da próxima vez, vou colocar cordinha, se… houver uma próxima vez.”
Movimentos peristálticos e vácuo no reto explicam por que o intestino pode “sugar” acessórios
O relato da criadora de conteúdo coincide com alertas médicos emitidos após casos complexos em hospitais. Especialistas e cirurgiões coloproctologistas explicam que o canal intestinal é capaz de deslocar e reter objetos de forma involuntária devido aos movimentos peristálticos, contrações musculares naturais responsáveis pelo fluxo dos órgãos digestivos, somados ao vácuo gerado na região do reto.
O médico coloproctologista Daniel Brosco revelou em seu perfil nas redes que o volume desse tipo de ocorrência nos prontos-socorros é alarmante.
“Se eu for lançar uma série agora com vários episódios, acredito que vamos passar ‘La Casa de Papel’ de tantas ocorrências que têm acontecido disso. E parece não ter fim”, desabafou o especialista, alertando sobre os perigos da utilização irresponsável desses itens e a falta de cordinhas de segurança.
Médico detalha complexidade de cirurgia com anestesia geral
O cirurgião Daniel Brosco chamou a atenção para a alta complexidade que um caso como esse pode atingir no centro cirúrgico. Ele citou o exemplo de um paciente que, além de introduzir um objeto consideravelmente grande, fazia uso de medicamentos anticoagulantes. Essa condição impediu a equipe médica de aplicar a anestesia raquidiana convencional devido ao grave risco de hemorragia, obrigando a submissão do paciente a uma anestesia geral, procedimento que nunca é isento de riscos.
Além do fator do sangramento, a posição em que o acessório fica retido pode ser fatal. No caso cirúrgico mencionado, o objeto estava completamente lateralizado dentro do corpo.
“Olha o risco dessa ponta perfurar a mucosa do intestino. Sendo que esse paciente já tinha histórico de pólipos e já precisou fazer até procedimentos de raspagem. Poderia ser uma mucosa muito mais friável, com risco muito maior de laceração e perfuração”, explicou o médico, celebrando o fato de terem conseguido fazer a extração por baixo, sem a necessidade de uma cirurgia aberta no abdômen.
Cobrança aos fabricantes e orientações rígidas para prevenção de acidentes domésticos
O especialista também direcionou críticas e cobranças à indústria de bem-estar íntimo. Embora algumas marcas tenham prometido reduzir o tamanho das pontas, deixá-las mais arredondadas e alargar as bases, o médico avalia que as mudanças no mercado ainda são insuficientes. Contudo, ele reforça que a responsabilidade final é sempre do usuário: “Independente, não é culpa deles. Se for usar, use com responsabilidade e procure alguém para te instruir”.
As principais diretrizes de segurança divulgadas por proctologistas incluem:
Travas de segurança: Escolha apenas produtos que possuam uma base visivelmente larga ou anéis/cordas de retenção que impeçam fisicamente o objeto de “subir” pelo canal anal.
Abundante lubrificação: O uso de gel lubrificante é indispensável para eliminar o atrito, reduzir dores e evitar microfissuras que sirvam de porta de entrada para infecções.
Proibição de laxantes: Em caso de acidentes domésticos, nunca tome laxantes. A contração forçada gerada pelo medicamento pode empurrar o objeto para áreas ainda mais profundas ou romper o intestino.
Leia mais no Bacci Notícias:
