O INSS intensificou o pente-fino contra o acúmulo indevido de benefícios, resultando no cancelamento de mais de 2.400 pagamentos desde 2021. Utilizando cruzamento de dados, o órgão identifica irregularidades no BPC e em aposentadorias duplicadas. Regras específicas ainda permitem acúmulos limitados, como aposentadoria e pensão por morte.
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) segue fazendo um pente-fino nos benefícios e vem cancelando auxílios de pessoas que vinham recebendo acúmulos indevidos.
A ação vem acontecendo desde 2021 e, desde então, já cancelou 2.427 benefícios. Os dados mostram um salto nos cortes nos últimos anos: foram 116 benefícios cancelados em 2021, 232 em 2022, 953 em 2023, 592 em 2024 e 534 em 2025.

(Foto: Divulgação INSS)
Tecnologia cruzada feita pelo INSS
O órgão vem usando tecnologia de cruzamento de dados para detectar irregularidades e coibir o famoso “jeitinho” na hora de garantir mais de um benefício.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, não pode ser acumulado com aposentadoria, pensão ou outro benefício.
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Também não é permitido receber duas aposentadorias, juntar aposentadoria com auxílio-doença ou acumular auxílio-acidente com aposentadoria, salvo casos muito antigos, anteriores a 1997.
Situações específicas permitidas
O acúmulo de benefícios só é permitido em situações específicas, como aposentadoria junto com pensão por morte, mas com limitação no valor após a Reforma da Previdência. O segurado recebe o benefício de maior valor e apenas um percentual do segundo.
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Outra exceção é o auxílio-acidente, que pode ser somado ao salário, já que tem natureza indenizatória e não substitui a renda do trabalhador.
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