Bebê Helena (Foto: reprodução)
Bebê Helena (Foto: reprodução)

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu os laudos sobre a morte da bebê Helena, de 10 meses, encontrada sem vida em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Os documentos, divulgados nesta sexta-feira (17), detalham os exames realizados no corpo da criança e levaram a Polícia Civil do Ceará (PCCE) a mudar o enquadramento da investigação.

Segundo a corporação, os laudos descartaram a ocorrência de violência sexual e apontaram que a morte foi causada por asfixia mecânica indireta. Com o resultado das perícias, o caso deixou de ser investigado como estupro de vulnerável seguido de morte e passou a ser tratado como homicídio culposo.

O que apontam os laudos

De acordo com a Pefoce, foram realizados exames cadavéricos, laboratoriais e sexológicos no corpo da bebê. Os documentos concluíram que:

  • a causa da morte foi asfixia mecânica indireta;
  • não havia álcool no sangue da criança;
  • não foram encontradas drogas nas amostras analisadas;
  • os exames não identificaram presença de sêmen;
  • não foi encontrado material genético dos dois homens investigados no corpo da bebê;
  • o exame sexológico descartou a ocorrência de violência sexual.

As conclusões foram encaminhadas à Polícia Civil e passaram a integrar o inquérito que apura as circunstâncias da morte.

Imagem gerada por Inteligência artificial.

Por que houve a suspeita inicial?

Quando o caso foi registrado, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que dois homens, de 22 e 26 anos, haviam sido presos em flagrante por suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte.

Segundo a Polícia Civil, a linha inicial da investigação teve como base um protocolo emitido pelo hospital particular onde a bebê recebeu atendimento. O documento relatava que, após o óbito, havia sido observada uma laceração anal e registrava suspeita de morte por asfixia associada a abuso sexual.

Essas informações fundamentaram a autuação em flagrante enquanto eram aguardados os resultados dos exames periciais.

Investigação muda de rumo

Com a conclusão dos laudos da Pefoce e o avanço das diligências, a Polícia Civil informou que não foram encontrados elementos periciais que sustentassem a hipótese de violência sexual.

Diante das conclusões técnicas, a investigação passou a tratar o caso como homicídio culposo. O inquérito, entretanto, permanece em andamento para esclarecer todas as circunstâncias da morte da bebê e definir as responsabilidades dos envolvidos.

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