Investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (27) revelaram uma ligação entre um pastor e um dos chefes do Comando Vermelho (CV), identificado como Joab da Conceição Silva.

Investigação revela ligação entre pastor e chefe do CV: 'intermediador do tráfico' (Foto: Divulgação/PCRJ)
Investigação revela ligação entre pastor e chefe do CV: 'intermediador do tráfico' (Foto: Divulgação/PCRJ)

Investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (27) revelaram uma ligação entre um pastor e um dos chefes do Comando Vermelho (CV), identificado como Joab da Conceição Silva.

A Operação Refinaria Livre aponta Joab como uma das principais lideranças do tráfico de drogas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo o inquérito, ele recebia apoio do líder religioso, identificado como Cláudio Correia da Silva, em ações de coação e extorsão contra empresas da região.

De acordo com a corporação, o Cláudio atuava como intermediário junto ao setor privado e chegava a se apresentar como “líder comunitário” para frequentar os estabelecimentos. No entanto, segundo a investigação, o discurso era usado como fachada para impor exigências determinadas pelo CV.

Em nota, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ) detalhou: “Empresas instaladas na área industrial da Refinaria Reduc eram forçadas a pagar valores mensais ao tráfico, sob ameaça de incêndio de caminhões, agressões a funcionários, interrupção violenta das atividades produtivas e impedimento de acesso às instalações”.

Ainda segundo as apurações, o pastor citava regras como proibição de permanência de caminhões nos pátios, imposição de contratação de moradores específicos ligados aos traficantes e oferta de “mediação” para evitar represálias, que funcionaria como um suposto serviço de proteção. “Isso era uma fachada para a prática de extorsão”, afirmou a polícia.

Relatos formais de representantes empresariais e registros oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que algumas companhias chegaram a suspender atividades por dias em razão das ameaças do grupo criminoso. A investigação também identificou o uso de sindicatos e associações de fachada como instrumentos de pressão contra o setor industrial.

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